A terça-feira marcou mais um dia de leves baixas no mercado futuro do milho na B3, em São Paulo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os olhares dos traders permaneceram entre o pequeno espaço que ainda há para se exportar, já que o ano encerra dentro de menos de três meses, e o aumento diário da disponibilidade de milho, trazido no momento pelas importações e, a partir de janeiro, pela safra de verão, que provocam cotações em queda no mercado físico”, comenta.
“De um modo geral os compradores se mostram abastecidos e começam a recusar as ofertas dos poucos vendedores que ainda se apresentam ao mercado, acentuando a queda nos preços. Os principais vencimentos fecharam o dia de hoje da seguinte forma: novembro/21 a R$ 90,22 (-0,11%); janeiro/22 a R$ 90,46 (-0,55%); março/22 a R$ 90,87 (-0,46%); e maio/22 a R$ 87,80 (+0,37%)”, completa.
Em Chicago o milho caiu novamente, puxado pela forte queda do trigo. “O contrato de milho para dezembro21 fechou em queda de 0,69% ou 3,75 cents/bushel a $ 537,00; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em queda de 0,95%, ou 5,25 a $550,25”, indica.
“O mercado de milho foi, principalmente, infectado pela queda do trigo. O avanço da colheita nos EUA adiciona pressão. Segundo o USDA, o avanço chega a 29% da área, um índice muito bom em relação ao avanço histórico para esta época do ano (22%). OPEP + concordou em manter o curso de elevação dos cortes de produção de petróleo do ano passado com seu cronograma de aumento da produção de petróleo bruto predeterminado até abril de 22”, conclui.