De olho em boas perspectivas e um rápido avanço da safrinha, a Bolsa de Mercadorias (B3) trabalhou em campo lateral para o milho nesta sexta-feira, de acordo com a TF Agroeconômica. A partir disso, as cotações foram mantidas em relação ao dia anterior.
“No estado do Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o avanço do plantio mostrou-se acima de índices se comparado à temporada passada, o que fez com que traders olhem para boas perspectivas. Na equação, os números da Conab também somaram-se, ao elevar a safrinha para cerca de 112 milhões de toneladas. No fechamento de mercado, as cotações apresentaram a seguinte disposição: o vencimento março/22 foi cotado à R$ 96,80 com estabilidade, o maio/22 valeu R$ 94,10 (+0,16%); julho/22 foi negociado por R$ 88,93 (+0,57%) e setembro/22 teve valor de R$ 89,00 (+0,46%). No avanço semanal, os contratos do cereal brasileiro acumularam desvalorizações de 2,81% para o março/22, de 2,83% para o maio/22, de 3,65% para o julho/22 e de 2,95% para o setembro/22”, comenta.
Em Chicago, o milho volta a subir levemente, com demanda ativa e temores sobre o conflito. “A cotação do milho para março22 fechou em alta de 0,73% ou 4,75 cents/bushel a $ 654,75. A cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou também em alta de 0,73% ou $ 2,25 cents/bushel a $ 647,25. A evolução do clima na América do Sul e o comportamento da demanda nos Estados Unidos são acompanhados de perto e os temores com o conflito entre Ucrânia e Rússia ganharam firmeza”, completa.
“Os Fundos detinham 325.514 contratos de compra líquida de milho em 15/02, de acordo com os dados mais recentes da CFTC. Isso representa uma queda de 11.818 contratos em relação à semana passada, impulsionada principalmente pela liquidação de contratos comprados. Já os Traders comerciais de milho adicionaram hedges comprados na semana, com 43.793 contratos líquidos de interesses em aberto (OI) adicionais e 4.189 contratos líquidos mais fortes - para 667.107”, conclui.