Bahia amplia espaço entre grandes produtores de algodão
“As safras 2015/2016 deixaram no produtor baiano um aprendizado imensurável"
“As safras 2015/2016 deixaram no produtor baiano um aprendizado imensurável" - Foto: Canva
A produção de algodão da Bahia ganhou espaço no mercado internacional e já supera a da Austrália, enquanto o setor discute formas de ampliar competitividade, qualidade e transparência. O avanço ocorre em meio a desafios ligados ao clima, custos, logística e mudanças no comércio global.
Durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte, dados apresentados pela Agroconsult indicaram que a Bahia produziu cerca de 980 mil toneladas de pluma na safra 2025/2026, aproximando-se do volume do Paquistão. No mesmo período, o Brasil consolidou maior presença nas exportações e ampliou a oferta da fibra ao mercado internacional ao longo do ano.
A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, defendeu maior integração entre produtores e indústria por meio da chamada “rastreabilidade reversa”. A proposta busca fazer com que informações sobre qualidade e características exigidas pelos compradores retornem ao campo, ajudando na escolha de variedades e no planejamento da produção.
O painel também destacou riscos geopolíticos, custos de energia e fertilizantes e a necessidade de diversificação dos mercados compradores. Na Bahia, a irrigação aparece como uma das principais estratégias contra o risco climático. O estado possui cerca de 500 mil hectares irrigados, dos quais quase 200 mil são ocupados pelo algodão.
“As safras 2015/2016 deixaram no produtor baiano um aprendizado imensurável. Isso fez com que ele olhasse para o manejo do solo e para a diversificação de culturas, buscando maior capacidade de retenção de água e preparo para uma condição climática desfavorável.A gestão do custo ficou tão importante quanto a produtividade”, resumiu.