Na Bolsa de Chicago, a soja fechou em baixa pela fraca demanda de exportação, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O contrato de soja para maio23 fechou em baixa de -2,00% ou $ -29,00 cents/bushel a $ 1419,50”, comenta a consultoria.
“A cotação de novembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -1,14%, ou $ -14,50 cents/bushel a $ 1258,00. A cotação de maio24 fechou em baixa de -0,76% ou $ -9,75 cents/bushel a $ 1267,50. O contrato de farelo de soja para maio fechou em baixa de -2,97% ou $ -13,3 ton curta $ 438,3 e o contrato de óleo de soja para maio fechou, em baixa de -4,52% ou $ -2,47/libra-peso a $ 52,17”, completa.
Todo o complexo da soja fechou novamente em forte queda. “Para o complexo é o terceiro dia de queda, para o grão é o 13º dia de perdas. O principal fator é a falta de interesse da China pelo grão americano. Dado claro apresentado no último relatório do USDA sobre as vendas semanais. O que a China comprou de soja na semana entre 10 e 16/03, equivale à média das últimas compras diárias de milho americano.
A estimativa da safra no Brasil entre 153 e 155 MMT abre espaço para uma exportação de até 90 MMT, o que supriria a demanda chinesa e até uma possível demanda argentina para as indústrias de farelo, dado a quebra da safra nosso país vizinho. Com os olhos chineses voltados para a grande safra brasileira, a soja americana continua pressionada”, indica.
O Brasil provavelmente terá de reduzir o nível de exportação de óleo de soja em relação às expectativas iniciais para atender à demanda total de biodiesel prevista para o ano com a adoção do mandato B12 (com 12% de mistura do biocombustível ao óleo diesel).