Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o movimento de baixa do milho persistiu nesta terça-feira, com milho refletindo cenário interno e avanço de colheita, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “As cotações de milho tiveram leves baixas nesta terça-feira, em um movimento que refletiu a Bolsa de Chicago e projeções da Conab no avanço de colheitas”, comenta.
“No cenário internacional, a pressão veio de Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou pioras na qualidade das lavouras do país. Segundo o mesmo, houve recuo de 58% para 56% no índice de lavouras em boas ou excelentes condições, enquanto o mercado esperava por 55%”, completa.
No cenário doméstico, novos números da Conab apontam hoje que apenas 16% das lavouras no Brasil ainda esperam pela colheita. “Para o órgão, da semana passada para cá, houve avanço de 78,8% para 84% na colheita – na mesma época do ano passado o índice era de 93,8%. Estados como Mato Grosso, Tocantins e Piauí encontram-se completamente colhido, enquanto outros como Paraná (48%), São Paulo (60%), e Mato Grosso do Sul (59%) ainda apresentam atividade de colheita em campo”, indica.
“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam fechamentos mistos: o vencimento setembro/23 fechou a R$ 53,36, baixa de R$ -0,71 no dia e baixa de R$ -0,45 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 57,20, baixa de R$ -0,54 no dia, baixa de R$ -0,21 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 61,19, baixa de R$ -0,41 no dia, baixa de R$ -0,08 na semana”, conclui a TF consultoria agroeconômica neste meio de semana.