Banco anuncia financiamento para produção de porongo
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Imagem: Rogério Fernandes e Gracieli Verde/Novo Rural
DIVERSIFICAÇÃO

Banco anuncia financiamento para produção de porongo

A taxa de juros para o custeio será de 3% ao ano, abaixo da praticada pelo mercado atualmente
Por: -Eliza Maliszewski

O Banrisul, banco estatal gaúcho, anunciou uma linha de financiamento para produtores rurais que querem investir na cultura do porongo. O anúncio foi feito durante a Expointer 2021, nesta quinta-feira (9), em Esteio (RS).

O objetivo do financiamento é possibilitar o uso de mais tecnologia no cultivo, proporcionando melhoria na qualidade dos frutos e, consequentemente, maior rentabilidade econômica na atividade e segurança no investimento. O porongo também conhecido em várias regiões do Brasil por cabaça, porunga, cuia ou taquera. Trata-se de uma planta da família Cucurbitaceae, mesma da abóbora, e que produz frutos não comestíveis dos quais é feita a cuia para o chimarrão.

No Rio Grande do Sul o cultivo é uma atividade que está inserida no Programa Gaúcho para Qualidade e Valorização da Erva-Mate (PGMATE/RS) que propõe, dentre outros objetivos, a melhoria constante dos produtos e ampliação da cadeia produtiva do porongo.

O cultivo é uma atividade que está inserida no Programa Gaúcho para Qualidade e Valorização da Erva-Mate (PGMATE/RS), um programa da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), executado pela Emater/RS-Ascar, que propõe, dentre outros objetivos, a melhoria constante dos produtos e ampliação da cadeia produtiva do porongo.

É expressiva em duas regiões: no Norte, em Frederico Westphalen, e na região de Santa Maria. Na região de Frederico, são mais de 135 produtores envolvidos com a cultura, produzindo porongo em 896 hectares. Vicente Dutra é o município com maior produção, seguido de Frederico Westphalen, Iraí e Palmeira das Missões. Na região de Santa Maria, o porongo é cultivado por 27 famílias, numa área de 365 hectares. Mesmo com a produção localizada nessas duas regiões, a cadeia produtiva do porongo é expressiva pelo número de famílias envolvidas com a atividade.

“O financiamento da cultura do porongo foi uma demanda dos produtores rurais e também da Emater. Assim que recebemos essa solicitação, começamos a desenvolver a linha de custeio para clientes Pronaf, onde a mesma conta com a garantia do Proagro Mais”, explicou o diretor de crédito do Banrisul, Osvaldo Lobo Pires.

Para acessar o produtor rural pode buscar mais informações junto à agência do Banrisul do seu município. A taxa de juros para o custeio será de 3% ao ano, abaixo da praticada pelo mercado atualmente. O financiamento poderá ser enquadrado no Proagro Mais, desde que com indicação da Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), já que se trata de uma cultura não zoneada. O produtor deverá cumprir as normas do Proagro, inclusive quanto à comprovação de aplicação de insumos e a época de plantio recomendada pelo técnico. O valor liberado é de R$ 2.500,00 por hectare.
 


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