Barraginhas são adaptadas para quintais urbanos

Agronegócio

Barraginhas são adaptadas para quintais urbanos

A tecnologia capta água e chuvas, impedindo o aparecimento de erosões e recuperando áreas degradadas
Por: -Giuliano
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Uma adaptação simples do processo de construção das barraginhas, tecnologia que capta a água das chuvas, impedindo o aparecimento de erosões e recuperando áreas degradadas, tem viabilizado ganhos ambientais e sociais em comunidades urbanas e em regiões onde não há acesso de máquinas agrícolas, seja por limitações físicas ou financeiras. Denominadas pelo engenheiro agrônomo Luciano Cordoval de Barros, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), como barraginhas artesanais urbanas, a técnica consiste em captar a água das chuvas utilizando materiais artesanais, como bambus, ripas de madeira ou talos de bananeira.

Em quintais urbanos ou em pomares constroem-se barreiras de terra em forma de meia-lua nas imediações de árvores frutíferas, por exemplo. Para evitar o escoamento da água, a terra é envolta por uma camada de lona e cercas feitas por bambus, talos de bananeira ou por ripas de madeira fazem com que a água permaneça nos quintais, mantendo o solo úmido. “É uma alternativa simples, barata. A técnica permite o aproveitamento da água da chuva e da própria água usada na irrigação do local. As barraginhas urbanas impedem também a erosão do solo nestes quintais, já que as barreiras feitas por bambus ou outros materiais seguram a terra que vem junto com a água”, explica Cordoval.

Segundo o engenheiro agrônomo, a técnica vem sendo utilizada por comunidades de agricultores do Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas, e também por horticultores no município mineiro de Bambuí, sua terra natal. Um exemplo é a dona-de-casa Terezinha Vasconcelos Rabelo, que construiu cinco barraginhas urbanas em seu quintal. Cultiva goiaba, manga, carambola e jabuticaba. “Construí as barraginhas há menos de quatro meses e as plantas estão mais verdes, mais viçosas. Aproveitando a umidade que está no terreno, já semeei alface e outras verduras. Vou cultivar também plantas medicinais”, diz, entusiasmada. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Milho e Sorgo.


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