BASF impulsiona uso do etanol na cadeia sucroenergética
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Agronegócio

BASF impulsiona uso do etanol na cadeia sucroenergética

Embalagem usa como matéria-prima o etanol de cana
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A entrada da multinacional BASF no mercado de bioplásticos amplia o uso do etanol na indústria química, um negócio de grandes dimensões e que impõe ainda mais a necessidade de crescimento do setor sucroenergético nacional, avalia o consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc. Em janeiro, a BASF lançou a primeira embalagem de produto de sua linha, o inseticida Regent® 800 WG, que usa como matéria-prima o etanol de cana.

“Por se tratar de um dos defensivos mais utilizados no manejo e controle de pragas no campo, esta iniciativa da BASF representa uma grande oportunidade comercial para o etanol na indústria química, cujo mercado apresenta demanda crescente por produtos fabricados de forma sustentável,” avalia o especialista da UNICA.

O presidente da UNICA, Marcos Jank, tem afirmado publicamente que o Brasil precisar saltar dos atuais 555 milhões de toneladas de moagem de cana para 1,2 bilhão de toneladas anuais até 2020. Isso levaria à produção de 51 milhões de toneladas de açúcar, 69 bilhões de litros de etanol e 13 mil MW médios de bioeletricidade.

Pegada Sustentável

Redson Vieira, gerente de Marketing de Cultivos e Especialidades da BASF, informa que a utilização do etanol nas embalagens do Regent® 800 WG, comercializadas desde o início de 2012, ajuda a retirar até duas toneladas e meia de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera para cada tonelada do recipiente produzido. O novo plástico apresenta as mesmas propriedades técnicas, de processabilidade e desempenho, de seu similar produzido a partir do petróleo.

O executivo da empresa acredita que a adoção desse tipo de tecnologia pela BASF vai contribuir para o desenvolvimento de todo o setor da cana e outros cultivos no País. “Nossa expectativa é influenciar as cadeias com altos valores de exportação, como soja e cana-de-açúcar, a utilizarem cada vez mais produtos renováveis em seus processos produtivos, se tornando ainda mais competitivas,” observa Vieira.

A petroquímica Braskem, braço do grupo Odebrecht, é fornecedora oficial do bioplástico usado pela BASF, tecnicamente conhecido como polietileno renovável. O negócio é tão promissor que a empresa pretende instalar uma nova fábrica para produzir, a partir de 2013, o “polipropileno verde.” Trata-se de um tipo de bioplástico mais apropriado para produtos com maiores dimensões, como eletrodomésticos e peças para automóveis, cujo consumo global é de 51 milhões de toneladas ao ano.

A nova fábrica, em local ainda não divulgado, será a segunda da Braskem dedicada a bioplásticos no Brasil. A nova instalação vai ampliar a oferta do produto que, em menos de dois anos, já tem entre seus usuários grandes empresas como Coca-Cola, Heinz, TetraPak, Nestlé, Procter & Gamble, AT&T e Águas Crystal.

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