Agronegócio

Basf lança em Londrina solução à ferrugem-asiática

Produto é primeiro do mercado com três componentes que reduzem incidência de doença na cultura de soja e facilitam manejo de resistência a pragas também em outras culturas
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A Basf lançou nesta terça-feira, em Londrina, o novo fungicida da marca que promete maior eficácia, principalmente, no controle da ferrugem-asiática na soja, mas também para problemas em culturas como o trigo e o milho. Conforme a empresa, o Ativum™EC é o primeiro do mercado a apresentar três compostos químicos juntos, para bloquear o desenvolvimento de doenças e dar maiores segurança no manejo e resistência para a planta. O lançamento, voltado para produtores e consultores convidados, será no Ellite Buffet, às 19h30.

O gerente de Marketing Território da Basf, Eduardo Eugênio Santos, afirma que a empresa, que trabalha com pesquisa e inovação, focou a ferrugem-asiática, doença com importância crescente para o cultivo da soja e que, segundo a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), pode causar perdas de até 30% na produção nacional de soja até 2025. Desde 2001, quando surgiu no País, foram 460 focos identificados somente na safra 2015/2016, de acordo com a plataforma de monitoramento Consórcio Antiferrugem.

Santos explica que o resultado do produto é significativo, principalmente se aplicado no manejo preventivo. "A composição tem três ingredientes ativos que dão segurança maior no controle de pragas e que gera resistência da planta, cada um com atuação de modo específico sobre a doença. Se aquele fungo poderia fugir do controle do primeiro ativo, temos o segundo e o terceiro", conta.

Pesquisas desenvolvidas pela empresa apontam que a produtividade em áreas demonstrativas nas quais se usou o produto, combinado a outros da Basf, foi até três sacas superior em relação a áreas com outros manejos. Ainda, o executivo da marca aponta que o Ativum™EC é recomendado para o controle da ferrugem-tropical no milho, de mancha-amarela e da ferrugem-da-folha no trigo, entre outras doenças e culturas.

Manejo e clima
Ele cita que a incidência da ferrugem está relacionada a erros no manejo e a condições climáticas. "Nos últimos dois anos, principalmente, o excesso de chuvas foi favorável à doença e levou a uma propagação rápida do problema. Fontes de pesquisa consideram que a ferrugem-asiática pode gerar até 90% de perda na planta", diz o executivo da Basf.

Apesar de a ferrugem ser o foco principal do produto, ele cita que há outros alvos, especialmente as doenças de finais de ciclo, como antracnose. "Dentro do manejo, aplicando preventivamente, temos segurança muito boa em cima de outras doenças porque se trata da primeira mistura tripla do mercado com carboxamida, que é um composto novo."

Entretanto, Santos destaca a importância de um manejo de resistência bem executado. "Se o manejo começa errado, a pressão da doença é alta e leva a perdas, então trabalhamos para o lançamento do produto sempre em associação com os maiores pesquisadores e especialistas do mercado, que ajudam nessa capacitação, treinamento e colocação do produto no mercado."

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