Bayer desmente Fake News sobre Brasil ser maior consumidor de agrotóxicos

ESCLARECIMENTO

Bayer desmente Fake News sobre Brasil ser maior consumidor de agrotóxicos

O Brasil usa em média 7,13 litros de defensivos por habitante ao ano
Por: -Leonardo Gottems
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O presidente da Bayer no Brasil, Theo van der Loo, desmentiu a fake news de que o País seria "a nação que mais consome agrotóxicos no mundo". Segundo ele, as duas safras anuais e a grande produtividade do País fazem com que confusões como essa sejam feitas. 

"O uso dessas substâncias no Brasil é muito alto porque o Brasil é um grande produtor. Além de o país ser grande, tem duas safras por ano, às vezes até três. Na Europa e nos EUA é apenas uma safra por ano. Por hectare, de longe o Brasil não é o país que mais usa agroquímico", explica em uma entrevista concedida para a agência de notícias DW (Deutsche Welle) Brasil. 

Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz, o Brasil usa em média 7,13 litros de defensivos por habitante ao ano. Para van der Loo, que está à frente da empresa desde 2011, o ideal seria que as lavouras fossem digitalizadas e que não fosse necessário o uso de agroquímicos, mas ressalta que a empresa defende a utilização com consciência. 

"Há uma má percepção de que a gente gosta do uso de agroquímicos. Nós queremos o uso responsável. A tendência para o futuro é reduzir o uso desses produtos, pois com a digitalização das lavouras é possível descobrir pragas mais cedo e agir sobre elas sem precisar colocar o químico em todas as plantas”, pontua. 

O presidente também falou sobre os recentes estudos que indicam os efeitos negativos dos defensivos na saúde humana. Para ele, precisa haver uma remodelação, com exclusão de moléculas antigas e aprovação de novas, o que está demorando para ocorrer, fazendo com que a agricultura fique ultrapassada.  

“Podemos trazer coisas mais novas e retirar as mais antigas. E ainda tem outro assunto, que é o tipo de pragas e doenças do Brasil, que são diferentes das de uma região não tropical. Isso tem que ser discutido. O ideal é acelerar a aprovação de novas moléculas para podermos retirar as mais antigas”, finaliza. 

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