Biodiesel e trigo são tema de debate do novo ministro
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Agronegócio

Biodiesel e trigo são tema de debate do novo ministro

No seu primeiro dia de trabalho, Stephanes discutiu os problemas da triticultura e o futuro do biodiesel no País
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No seu primeiro dia de trabalho, o novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinold Stephanes, discutiu os problemas da triticultura e o futuro do biodiesel no País. Fragilizada pela concorrência externa, sobretudo dos argentinos, a triticultura nacional pediu, por meio da "Carta do Trigo" mais incentivos à produção interna do cereal. Entre os pleitos do setor estão a retirada da Tarifa Externa Comum (TEC) para que possam ser importados trigo de terceiros países, o aumento do preço mínimo do cereal, a garantia de recursos para a comercialização, e a implantação de seguro à cultura e a redução dos juros de 8,75% ao ano para 4,5%.

Parte dos pleitos não será atendida: nesta quinta-feira (29-03) o Conselho Monetário Nacional (CMN) vota a manutenção do preço mínimo de R$ 400 a tonelada para os estados do Sul e de R$ 450 a tonelada para os demais. Os produtores e representantes de cooperativas dos estados pediam R$ 475 a tonelada. No encontro, o ministro garantiu que há recursos para apoiar a comercialização do cereal.

Na carta, o setor relatou a dificuldade de escoamento por conta dos altos fretes. Internamente, a produção da safra concentrada nos estados do Sul tem o escoamento dificultado pelos altos fretes cobrados pelos navios brasileiros (cabotagem) e a cobrança da taxa Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). Nas operações de cabotagem, a alícota sobre o frete é de 10%. Nas importações, é de 25%. Agrava a situação da triticultura a estrutura de moagem, fortemente concentrada próxima aos portos, o que facilita a recepção do grão de outros países a um custo mais em conta. O setor sugere também o cumprimento da Lei nº 8.096/90, estabelecendo "salvaguardas necessárias à competitividade da triticultura e indústrias nacionais" e solicita que sejam realizadas negociações com o governo argentino e dos demais países do Mercosul, visando o estabelecimento de limites para a entrada de trigo em grãos e da farinha de trigo no mercado interno. Estes temas devem ser debatidos com outros ministérios.


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