Bioinformática e nanobiotecnologia podem revolucionar a pesquisa agrícola
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Agronegócio

Bioinformática e nanobiotecnologia podem revolucionar a pesquisa agrícola

O uso de tecnologias de última geração na agricultura requer um marco regulatório moderno, segundo especialistas
O uso de tecnologias de última geração na agricultura requer um marco regulatório moderno, segundo especialistas convocados por um fórum técnico do IICA

San José, Costa Rica - “Focar na busca de soluções para os grandes desafios que a agricultura enfrenta hoje, mais do que nas tecnologias que permitiriam enfrentar estes desafios”, é uma das principais conclusões de um fórum técnico sobre convergências tecnológicas e inovação na agricultura, realizado na Sede Central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

No encontro, o especialista em agricultura de precisão e professor da Universidade da Flórida, Fedro Zazueta, explicou que a “tecnologia é só um componente para dar resposta aos maiores problemas agrícolas atuais (como a mitigação e adaptação das mudanças climáticas), em uma equação que também envolve a economia, os riscos com a saúde e o ambiente, a aceitação dessa tecnologia por parte dos consumidores e as políticas e regulamentações para seu uso, entre outros fatores”.

O fórum também contou com a participação de Silvia Restrepo, especialista em bioinformática e diretora do Departamento de Biologia da Universidade dos Andes (Colômbia), e Pedro Rocha, coordenador da área de biotecnologia e biossegurança do IICA.

Seguindo em um mesmo discurso, os painelistas concordaram que as condições variáveis que a agricultura atual enfrenta, agravadas pelas mudanças climáticas e que afetam a segurança alimentar do planeta, podem ser monitoradas e combatidas graças aos avanços nas áreas como a bioinformática e a nanobiotecnologia.

Para Zazueta, Restrepo e Rocha a ética também deve ser considerada, pois os custos de ambas tecnologias diminuíram e continuará no futuro, o que impacta sua disponibilidade e alcance, gerando um debate sobre seu uso mais adequado.

Como exemplo da redução de custos, citaram que em 2005 para fazer a sequenciação completa de um genoma custava cerca de US$10 milhões, enquanto que hoje custa US$10.000 e em pouco tempo chegará a US$1.000.

A discussão se estende à redistribuição dos benefícios. De acordo com o Arturo Barrera, gerente do Programa de Inovação para a Produtividade do IICA, as convergências tecnológicas oferecem novas oportunidades, mas poderiam intensificar as desigualdades sociais.

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