O mercado de bioinsumos movimentou R$ 6,2 bilhões no Brasil em 2025, com aplicações que somaram 194 milhões de hectares tratados. As informações foram compartilhadas pelo engenheiro agrônomo Fernando Souza, com base em dados da CropLife Brasil, por meio do CropData.
Os bioinseticidas tiveram o maior valor de mercado entre os segmentos apresentados, com R$ 2,13 bilhões. Em seguida, aparecem os bionematicidas, com R$ 1,83 bilhão, e os biofungicidas, com R$ 1,36 bilhão. Os inoculantes responderam por R$ 812 milhões, embora tenham liderado a área tratada.
Nesse indicador, os inoculantes alcançaram 77 milhões de hectares. Os bioinseticidas somaram 47 milhões, enquanto os bionematicidas chegaram a 44 milhões e os biofungicidas, a 26 milhões de hectares. A contagem permite que uma mesma área seja contabilizada mais de uma vez, caso tenha recebido mais de uma aplicação.
Na distribuição por culturas, a soja concentrou 63% do uso de bioinsumos, seguida pelo milho, com 23%, e pela cana-de-açúcar, com 10%. As demais culturas, representadas no material por algodão, citros, café e hortifrútis, reuniram 4%. Assim, soja e milho responderam, juntos, por 86% do uso indicado no levantamento.
Mato Grosso apresentou a maior participação na área tratada, com 24%, seguido por São Paulo, com 17%. Goiás respondeu por 14%, e Minas Gerais, por 10%. Mato Grosso do Sul teve 7%, enquanto o Paraná concentrou 6%. Bahia e Rio Grande do Sul registraram, respectivamente, 5% e 4%, mostrando a distribuição das aplicações em diferentes regiões produtoras. Tocantins participou com 3% da área tratada, e o Maranhão, com 2%.