BNDES dá autorização para a Coinbra arrendar a Chapecó Alimentos


Agronegócio

BNDES dá autorização para a Coinbra arrendar a Chapecó Alimentos

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A Chapecó Indústria de Alimentos, indústria catarinense de carnes de suíno e de frango e que enfrenta problemas financeiros desde 2002, vai ser arrendada para a Comércio e Indústrias Brasileiras Coinbra, do grupo francês Louis Dreyfus. O anúncio foi feito ontem pela diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que detém cerca de 30% das ações da empresa.

O diretor da área social do BNDES, Marcio Henrique, reuniu-se na última semana em Brasília com o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e o prefeito de Chapecó, Pedro Uczai, para discutir a questão do frigorífico. O prefeito liderava 80 municípios ligados diretamente à produção de frango e de suínos. A produção de aves e porcos proporciona 4,3 mil empregos diretos em Chapecó e 3 mil produtores integrados, ou seja, fornecedores de aves e suínos.

Melhor solução

De acordo com o BNDES, a autorização para o arrendamento para o grupo francês foi a melhor solução encontrada para o frigorífico catarinense e também "para os seus milhares de fornecedores de aves e de suínos", o que contribuirá para o crescimento do nível de emprego e renda daquela região.

O banco alega ter ser empenhado em encontrar uma solução que viabilizasse a recuperação do nível de atividade e a reversão do prejuízo operacional da empresa.

Dada a importância para toda a região, o banco decidiu autorizar a empresa a negociar um parceiro e a própria Chapecó Alimentos informou que a candidata mais indicada seria a Coinbra. Com isso, foi formalizado o início das negociações, mas o BNDES impôs a condição de o contrato de arrendamento ser negociado em 120 dias. Além disso, o banco pede que a Chapecó informe qual será a destinação dos recursos do arrendamento.

Grupo Macri

"Essa será uma solução de mercado. Hoje (ontem) oficialmente se abre uma possibilidade de solução", afirma Marcio Henrique.

Representantes do mercado calculam o débito da Chapecó com o BNDES em R$ 180 milhões.

O maior acionista da Chapecó é o Grupo Macri, da Argentina que detém 65,3% de participação; o BNDESpar tem 29,65% e os 5,05% restantes estão pulverizadas no mercado. A Chapecó tem quatro indústrias localizadas nos municípios de Chapecó (SC), Xaxim (SC), Santa Rosa (RS) e Cascavel (PR). Com os problemas de falta de recursos, as duas últimas unidades estão sem operação.


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