Boas perspectivas para o mercado interno para o algodão em 2003
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Agronegócio

Boas perspectivas para o mercado interno para o algodão em 2003

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Se depender dos atuais negócios antecipados registrados no mercado interno atualmente, existem boas perspectivas para a cotonicultura brasileira durante os anos de 2003 e 2004.

Com a valorização do dólar em níveis superiores ao crescimento do mercado internacional, a paridade mínima de importação CIF indústria superou R$ 62,0/@ nos últimos dias para o algodão de menor qualidade originário tanto do Mercosul quanto dos Estados Unidos. O iminente ataque dos EUA ao Iraque e a atual crise política e econômica na Venezuela podem contribuir sobremaneira para que os níveis do câmbio continuem elevados nos Brasil, indicando que o custo de importação continuará elevado e servindo como um importante referencial para os preços internos durante este ano. Esta expectativa terá maior validade quanto menos a safra brasileira crescer neste ano.

As primeiras projeções indicam um crescimento de apenas 3,3% na safra brasileira, com um potencial produtivo podendo atingir cerca de 790 mil ton de algodão em pluma, considerando um aumento entre 7 a 8% na produtividade média das lavouras na região Centro-Sul.

A alta do dólar não tem somente protegido a cotonicultura nacional, mas também sustentado uma ampliação dos negócios futuros no mercado. Os registros do mercado disponível na BM&F indicam negócios de mais de 45 mil ton de algodão desde o dia 02/janeiro. Quase 30% deste volume foi direcionado à exportação, sendo que do total destinado ao mercado externo, 48% foi da safra 2002/03 e 28% da safra 2003/04.

Os registros das exportações indicam valores entre US$ 52,0 a 53,0 cts/lp (US$ 17,36/@) FOB porto para embarques neste ano e de até US$ 55,0 cts/lp (US$ 18,19/@) para embarques em 2004, quando se espera que os preços internacionais superem significativamente os atuais níveis deste ano. A surpresa, sem dúvida, é a grande antecipação das vendas para a safra 2003/04. Em outros países já avançados na exportação do algodão, como é o caso da Austrália, antecipações maiores ainda do que estas são extremamente normais. Mas no Brasil este é um fato novo no mercado, indicando uma crescente ampliação do mercado internacional para o algodão nacional. Neste ano, esta ampliação pode ser um pouco maior em razão da redução das exportações em importantes países, como EUA e Austrália. Além disso, em vista de melhores perspectivas para 2004, os exportadores buscam antecipar os negócios e obter margens de segurança nos preços.

Os contratos futuros de algodão negociados em Nova York com vencimento em julho/2004 estão sendo negociados em média a US$ 60,75 cts/lp, contra US$ 54,50 cts/lp nas posições de julho/2003. Se o mercado internacional em 2004 operar realmente acima de US$ 60,0/lp e com o dólar permanecendo acima de R$ 2,60/dólar, dificilmente a paridade de importação recuará abaixo dos atuais níveis. Claro que ainda é muito cedo para definir uma trajetória de tão longo prazo para o câmbio no Brasil.

O importante, é que com uma paridade de importação (CIF indústrias) e exportação (FOB porto) tendendo a permanecerem acima de R$ 60,0/@ neste ano, podemos indicar com tranqüilidade bons níveis de preços para a safra deste ano.

Considerando uma manutenção dos atuais níveis do mercado internacional e de um câmbio ao redor de R$ 3,50/dólar, a SoloBrazil atualmente projeta preços em um intervalo entre R$ 52,0 (projeção pessimista) a 56,0/@ (projeção otimista) para o algodão em pluma a partir do mês de julho deste ano no mercado em São Paulo, quando possivelmente estaremos no pico da oferta da nova safra.


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