Boatos sobre aftosa ainda preocupam pecuaristas do Paraná

Agronegócio

Boatos sobre aftosa ainda preocupam pecuaristas do Paraná

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Com as exportações de carne estagnadas em todo o Paraná e os boatos sobre um possível foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul, a crise da pecuária na região Oeste do Paraná aumenta e preocupa os grandes criadores. Ontem o presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná (SROP), Levi Ditrish, explicou que ainda aguarda novidades sobre a situação, que gera preocupação para todo o setor, desde os pequenos até os grandes ruralistas.

Embora os rumores sobre o suposto foco da doença tenham diminuído nos últimos dias, muitos ainda aguardam com ansiedade as informações do Ministério da Agricultura. "Até o momento ninguém nos comunicou sobre o assunto e, enquanto isso, os criadores permanecem preocupados com os reflexos que o fato poderá causar no mercado caso seja confirmado", lembrou Ditrish.

Apesar da SROP estar em férias coletivas e o contato entre os pecuaristas permanecer interrompido temporariamente, o presidente explica que o medo ainda toma conta do setor. "Todos esperam que seja apenas um alarme falso, pois do contrário, poderemos entrar numa crise sem precedentes", comentou.

Preços:

Com o preço da carne bovina bem abaixo do esperado, os criadores reclamam da situação. É o caso de Valdir Lazarini, que lembrou ser esse um dos piores momentos. "Enquanto em São Paulo a arroba do boi chega a R$ 63, aqui o preço não passa de R$ 58", comenta o pecuarista. De acordo com a SROP, no ano passado a média de preço para a arroba do boi foi de R$ 55. Conforme Lazarini, um dos motivos pelo qual os preços permanecem baixos é o fato de não haver nenhum frigorífico exportando carne bovina no Paraná.

Custo:

Ainda segundo o produtor, o custo com o gado no ano passado foi muito elevado e fez com que muitos a refletissem sobre a permanência no setor. Em 2004, os artigos de mercado para a criação bovina tiveram um reajuste total de 25% com relação ao ano de 2003. "Os gastos com remédios e outros produtos são muito altos. A situação deixa o criador com medo de investir", comenta Lazarini.

A SROP continua aguardando novidades sobre a situação do mercado, já que depois da notícia divulgada em dezembro, nada mais se falou sobre o assunto. O secretário Estadual de Produção e Turismo do Mato Grosso do Sul, Dagoberto Nogueira, admitiu que o foco da doença pode existir na fronteira com o Paraguai. A denúncia teria partido do país vizinho, que teria comunicado o Ministério da Agricultura no Brasil.

Informações colhidas no site do Programa Globo Rural dão conta de que pelo menos 23 resultados dos testes feitos no Mato Grosso do Sul pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal são positivos.


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