Bocal de Ouro apresenta novos expoentes da raça Crioula

Pecuária

Bocal de Ouro apresenta novos expoentes da raça Crioula

Disputa em Esteio fecha com cavalo de Pejuçara e égua de expositores de Bagé e Brasília na ponta
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O Bocal de Ouro 2019, prova de inéditos da raça Crioula que classifica para a final do Freio de Ouro na Expointer, terminou neste domingo, sete de abril, com disputas acirradas durante os quatro dias de evento. A chuva que caiu na maior parte do tempo não afastou o público que prestigiou cavalos e ginetes em provas de muita emoção. O evento organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) ocorreu no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). 

No final, 16 conjuntos - oito machos e oito fêmeas - garantiram vaga para a grande final em agosto. O Bocal de Ouro ficou com a égua Desavença dos Castanheiros, da Cabanha dos Castanheiros, de Pejuçara (RS), guiada pelo ginete Gabriel Marty, e com o cavalo Abraço do Camboim, da Estância Santo Amaro, de Bagé (RS), e do Haras Anchieta, de Brasília (DF), montado pelo ginete Guto Freire.

Criador e expositor da égua Desavença dos Castanheiros, Miguel Scarpellini Campos, afirmou que o Bocal de Ouro é um mini Freio de Ouro e trata-se de uma das provas mais importantes da raça na parte funcional. Disse estar muito feliz por ser o seu primeiro Bocal de Ouro. “A Desavença dos Castanheiros é uma égua muito boa, mansa, com ótimo temperamento e  bastante facilidade de movimento”, destacou.

Já um dos expositores do cavalo Abraço do Camboim, Délcio Pereira, salientou que o animal reúne todas as virtudes que os criadores buscam na raça Crioula. “Ele mostrou toda a  aptidão do Cavalo Crioulo tanto na pista morfológica quanto na funcional. Também está nos surpreendendo com a sua progênie. Estamos com filhas dele já domadas e que chamam a atenção pela beleza e funcionalidade. O Abraço do Camboim é um animal para ser usado e que vai agregar valor a todos nós”, sinalizou.

O vice-presidente de Comunicação e Marketing da ABCCC, Ricardo Sperotto Terra, ressaltou que a organização do Bocal de Ouro vem crescendo a cada ano com tudo acontecendo de forma mais fácil e rápida e a perspectiva é de melhorar ainda mais. Destacou a mudança realizada no regulamento da prova que agora classifica 32 cavalos, 16 machos e 16 fêmeas, para a decisão do Bocal no domingo, além de quatro reservas para a grande final. “Hoje foi a primeira prova que vimos isto e foi um espetáculo. Tem cavalos muito bons que passaram e que nos anos anteriores acabaram não entrando para a final e que se destacaram no segundo dia. Dos reservas, têm cavalos muito bons, bem pontuados, e a tendência é que andem bem no Freio de Ouro”, observou.

Durante o final de semana do Bocal de Ouro, a diretoria da ABCCC anunciou a premiação de um total de R$ 200 mil que serão entregues aos vencedores da edição de 2019. Os conjuntos que ganharem o Freio de Ouro levam R$ 50 mil cada, enquanto os Freio de Prata ficam com R$ 25 mil cada, os Freio de Bronze com R$ 15 mil cada e os Freio de Alpaca com R$ 10 mil cada. De acordo com o presidente da entidade, Francisco Fleck, a premiação responde a um anseio antigo de grande parte da comunidade crioulista. "A conquista do Freio de Ouro sempre será maior do que qualquer prêmio, mas esta distinção valoriza o trabalho dos criadores, expositores, ginetes e demais profissionais envolvidos no preparo e apresentação dos animais", destacou. 

O ciclo do Freio de Ouro tem o patrocínio de Massey Ferguson e Ipiranga e apoio de Chevrolet e Supra.


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