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Boi gordo: oferta restrita ajuda a sustentar as cotações

Preço de exportação sobe 11,3% em outubro


Foto: Divulgação

As cotações do boi gordo subiram para algumas categorias em São Paulo e Minas Gerais nesta quarta-feira (14), enquanto o mercado registrou oferta restrita de animais e melhora no escoamento da carne bovina. Segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha, as altas se concentraram principalmente nas fêmeas, embora o boi gordo e o boi China tenham apresentado estabilidade em São Paulo.

Em São Paulo, as indústrias mantiveram uma postura cautelosa nas compras, negociando apenas o necessário para compor as escalas de abate. Do lado dos vendedores, a oferta reduzida e a retenção de animais buscaram favorecer a obtenção de melhores preços. Nesse cenário, a cotação do boi gordo e do boi China permaneceu estável. Já a vaca registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha subiu R$ 5,00/@.

As escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, oito dias, segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha.

Em Minas Gerais, o movimento de valorização foi mais disseminado. Depois de altas nas quatro praças acompanhadas pelo levantamento na terça-feira (13), os preços voltaram a subir nesta quarta em três regiões.

No Triângulo Mineiro, as cotações permaneceram estáveis. Na região de Belo Horizonte, o boi gordo registrou alta de R$ 3,00/@, enquanto os preços das fêmeas não mudaram.

Na região Norte, as cotações do boi gordo e da vaca ficaram estáveis, mas a novilha subiu R$ 2,00/@. Já na região Sul, os aumentos foram registrados nas três categorias: R$ 3,00/@ para o boi gordo, R$ 5,00/@ para a vaca e R$ 3,00/@ para a novilha. A cotação do boi China permaneceu estável em Minas Gerais. As escalas de abate no estado atendiam, em média, entre oito e 13 dias, conforme dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram redução no volume embarcado em outubro. Até a segunda semana do mês, o Brasil exportou 61,3 mil toneladas, com média diária de 8,8 mil toneladas. O volume médio diário foi 39,9% inferior ao registrado em outubro de 2025, quando a média era de 14,6 mil toneladas por dia.

Por outro lado, o preço médio da tonelada exportada avançou. Segundo dados divulgados no material, a cotação média chegou a US$ 6,2 mil, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando estava em US$ 5,5 mil. O cenário combina valorização de algumas categorias do gado, oferta restrita em São Paulo e altas regionais em Minas Gerais, enquanto os dados parciais de outubro mostram queda no volume diário exportado e aumento do preço médio da carne bovina in natura.

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