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Boi gordo: oferta restrita sustenta altas para fêmeas

Exportações caem 39,9% no ritmo diário em outubro


Foto: Kadijah Suleiman

As cotações do boi gordo registraram altas para vacas e novilhas em São Paulo e em regiões de Minas Gerais nesta quinta-feira (15), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”. A oferta restrita de animais e a melhora no escoamento da carne bovina influenciaram o mercado, enquanto os frigoríficos mantiveram cautela nas compras.

Em São Paulo, a cotação do boi gordo e do chamado “boi China” permaneceu estável. Já o preço da vaca subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto o da novilha avançou R$ 5,00/@.

O cenário combina melhora no escoamento da carne bovina com uma postura cautelosa das indústrias, que negociavam apenas o volume necessário para completar as escalas de abate. Do lado da oferta, vendedores restringiam a disponibilidade de animais na expectativa de conseguir preços melhores.

As escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, a oito dias.

Em Minas Gerais, as cotações subiram em três das quatro regiões acompanhadas, após altas registradas nas quatro praças no dia anterior, 13 de outubro. No Triângulo Mineiro, os preços permaneceram estáveis.

Na região de Belo Horizonte, a cotação do boi gordo avançou R$ 3,00/@, enquanto os preços das fêmeas não mudaram. No Norte de Minas, os valores do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis, mas a novilha registrou alta de R$ 2,00/@.

No Sul de Minas, o movimento de valorização foi mais amplo. A cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@, a da vaca avançou R$ 5,00/@ e a da novilha aumentou R$ 3,00/@.

Em todo o estado, a cotação do “boi China” permaneceu estável. As escalas de abate atendiam, em média, entre oito e 13 dias, segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram redução no volume embarcado na segunda semana de outubro. Até o período, o Brasil havia exportado 61,3 mil toneladas, com média diária de 8,8 mil toneladas.

Segundo dados divulgados no informativo “Tem Boi na Linha”, a média diária ficou 39,9% abaixo da registrada em outubro de 2025, quando os embarques alcançaram 14,6 mil toneladas por dia.

Apesar da redução no ritmo das exportações, o preço médio da tonelada apresentou valorização. O produto foi negociado a US$ 6,2 mil por tonelada, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média era de US$ 5,5 mil.

O mercado pecuário, portanto, apresenta movimentos distintos: enquanto as cotações das fêmeas avançaram em praças paulistas e mineiras, os preços do boi gordo permaneceram estáveis em São Paulo. No comércio exterior, o volume diário exportado recuou na comparação anual, mas o preço médio da carne bovina brasileira aumentou.

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