A cotação da novilha gorda subiu R$ 7,00 por arroba em São Paulo, enquanto os preços do boi gordo e da vaca gorda permaneceram estáveis no início dos negócios desta quarta-feira (4). Segundo dados divulgados pela Scot Consultoria, no informativo Tem Boi na Linha, a oferta mais enxuta de novilhas e a demanda firme sustentaram a valorização da categoria, enquanto as escalas de abate atendiam, em média, a uma semana.
Após a alta do boi gordo registrada na terça-feira (3), o mercado paulista começou o dia com estabilidade para os machos e as vacas. A oferta controlada de animais e a demanda consistente mantiveram as cotações nos patamares vigentes. Apesar desse cenário, os frigoríficos continuavam cautelosos nas compras. Do lado dos vendedores, os preços praticados estimularam a realização de negócios e proporcionaram uma melhora pontual na oferta de bovinos para abate.
Novilha gorda lidera as altas em São Paulo
A valorização de R$ 7,00/@ da novilha gorda foi atribuída principalmente à oferta mais restrita em comparação com as demais categorias. Outro fator que favoreceu o aumento foi a valorização semanal da carcaça casada da novilha, que passou a ser negociada nas mesmas referências da carcaça do boi casado inteiro. Essa equivalência abriu espaço para que a indústria pagasse mais pela categoria.
Segundo a Scot Consultoria, já havia relatos de negócios com novilhas em valores próximos aos praticados para os machos. O chamado boi China, animal destinado ao mercado chinês que atende aos requisitos exigidos para exportação, permaneceu estável em São Paulo, com ágio de R$ 3,00/@.
Negócios com boi gordo seguem próximos às referências
Embora a cotação do boi gordo tenha permanecido estável no início do dia, foram relatados negócios acima das referências de mercado. No entanto, o volume dessas operações ainda não era suficiente para estabelecer novos valores de referência. Também ocorreram negociações abaixo das referências, relacionadas ao cumprimento de contratos e parcerias comerciais.
As escalas de abate dos frigoríficos paulistas atendiam, em média, a uma semana, enquanto a combinação de oferta controlada e demanda firme contribuía para sustentar os preços.
Mercado do boi gordo no Pará tem altas em Paragominas
No Pará, o mercado apresentou comportamentos distintos entre as regiões acompanhadas pela Scot Consultoria. Após as altas registradas na terça-feira (3) em Marabá e Redenção, os preços abriram estáveis, mas firmes, sustentados pela oferta enxuta e pela demanda consistente.
Em Paragominas, por outro lado, houve novas altas. A cotação do boi gordo subiu R$ 5,00/@, a da vaca gorda avançou R$ 5,00/@ e a da novilha gorda teve aumento de R$ 2,00/@.
De acordo com o informativo Tem Boi na Linha, a oferta restrita de animais e a demanda firme também sustentaram as altas nessa região. O boi China permaneceu estável nas três praças paraenses. Em Marabá e Redenção, o ágio era de R$ 3,00/@, enquanto em Paragominas não havia ágio para a categoria. As escalas de abate no Pará atendiam, em média, a uma semana. Todos os preços informados pela consultoria são brutos e com prazo.