Bolsa de Buenos Aires já admite queda para 44 mi/ton de soja
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Bolsa de Buenos Aires já admite queda para 44 mi/ton de soja

chuvas continuam sendo insuficientes, diz a BCBA
Por: -Leonardo Gottems

O relatório semanal de acompanhamento das culturas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) já admite uma quebra de safra que reduziria a produção na Argentina para 44 milhões de toneladas. Isso significaria uma perda de 23% em relação ao que a BCBA previa inicialmente (57MT) e contra as 56 MT produzidas no ano passado.

O boletim divulgado nesta quinta-feira (01.03) registrou que, depois de outra semana sem chuvas na maior parte do centro e sul da região agrícola do país, o estado do cultivo se agravou ainda mais. Nos últimos sete dias se estima que mais de um milhão de hectares ingressaram no período crítico. Cerca de 58% da superfície plantada transita por alguma etapa de definição de rendimentos, a maioria sob condições adversas e sem chances de recuperação nos casos mais avançados. 

As chuvas continuam sendo insuficientes, diz a BCBA, tanto em quantidade quanto em cobertura, e os prognósticos de curto prazo não são alentadores. Sob este cenário, a projeção de produção cai para desta safra e agora a atenção se concentra no norte do país, dado que a região NEA começa também a acender os alertas por sua condição hídrica. 

Na visão da T&F Consultoria Agroeconômica, esta redução de 12/13 milhões de toneladas já não pode mais ser compensada com o aumento de nove milhões de toneladas na produção deste ano da soja brasileira, nem com as exportações de 5,8 milhões do Paraguai (mesmo supondo que a Argentina absorva 100% dela). 

“A Argentina deverá exportar menos farelo neste ano do que os anos anteriores, o que é bullish para os preços”, afirma o analista da T&F, Luiz Fernando Pacheco. O que pode ajudar a compensar são os elevados estoques da safra passada, estimados entre 9-10 milhões de toneladas, embora alguns analistas duvidem deste volume, porque não aparecem ofertas, mesmo com preços altos. Mas, os agricultores não querem vender.


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