Bolsa faz acordo para leilões com o BB

Agronegócio

Bolsa faz acordo para leilões com o BB

A Bolsa de Cereais de São Paulo fechou um acordo com o Banco do Brasil para realizar os leilões de cereais da instituição
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A Bolsa de Cereais de São Paulo fechou, na semana passada, um acordo com o Banco do Brasil para realizar os leilões de cereais da instituição. Esse é mais um passo do ressurgimento da Bolsa, iniciado há pouco mais de dois anos.

Para que o acordo com o BB saísse do papel foram investidos R$ 50 mil em equipamentos. Quatro funcionários estão envolvidos na operação. O banco estatal será também o garantidor das operações.

Criada em 1923 na região central da cidade, a Bolsa de Cereais chegou a ser a responsável por todo o comércio de alimentos no Estado de São Paulo no pós-guerra, influenciando até a política federal de compra e armazenagem de cereais. A atual sede, com três andares, veio em 1960, época em que o centro da capital paulista tinha poucos automóveis e concentrava todo comércio e serviço mais sofisticados da cidade.


Essa exuberância tornou-se história do passado. A bolsinha ficou dez anos sem operar. Envolta em problemas trabalhistas que a levaram à Justiça, lutou para provar que os corretores não eram funcionários e não tinham direito a FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou qualquer outro benefício. Amargou sete meses sob intervenção judicial, mas acabou com pareceres favoráveis ao seu funcionamento. Ao final dos processos, R$ 4 milhões em dívidas com o INSS dos funcionários, imposto predial e condomínio. "Hoje, restam apenas uns R$ 300 milhões, orgulha-se Oswaldo Russomanno, presidente desde o início do ano, eleito para um mandato de três anos.


A bolsa é composta por 22 corretores-membros, cada um especializado em um cereal. O presidente, por exemplo, é um dos maiores comerciantes de arroz do Estado. Da sede, ela ocupa apenas um piso. Os outros dois foram alugados para uma entidade de artesãos para ajudar no pagamento das despesas. O movimento varia. Segundo os corretores, a média é de 1,5 tonelada a 2 toneladas por dia, somando-se todos os produtos.

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