Bovinocultura leiteira: como combater as lagartas nas pastagens
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Agronegócio

Bovinocultura leiteira: como combater as lagartas nas pastagens

Relatório indica formas para identificar e eliminar praga
Por:

Relatório do Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae/SC indica formas para identificar e eliminar a praga que acaba com a planta forrageira
 
A produção e lucratividade são prejudicadas quando as lagartas tomam conta das pastagens e o produtor de leite precisa controlar a praga. Condições ambientais combinadas, como o calor excessivo, pouca chuva e muita pastagem para consumir, ajudam as lagartas a se multiplicarem rapidamente.

As lagartas são mariposas e borboletas que estão em fase de desenvolvimento. Elas consomem as folhas rapidamente e só param quando atingem a fase de pupa, quando ficam no casulo. Os desmatamentos, queimadas e a monocultura agrícola deixam as culturas mais vulneráveis ao ataque dessas pragas, que são capazes de acabar com a planta forrageira em pastagens em formação.

Conforme é detalhado no relatório SIS Sebrae de Leite - Lagartas na pastagem, identificar a lagarta corretamente é fundamental para ter um controle sobre a praga. O indicado é 50 lagartas por metro quadrado.
As pragas mais comuns são:

Curuquerê-dos-capinzais (Mocislatipes)
Elas atacam principalmente milho, cana, arroz e pasto. Têm coloração pardo-escura, com estrias amarelas. Seus ovos são colocados na face inferior das folhas. Ficam na fase de larva por 25 dias e devoram as folhas pelas bordas.
Lagarta-militar (Spodopterafrugiperda)
 
Também chamada de lagarta do cartucho, sua cor é pardo-escura, quase preta, com estrias longitudinais e pontos pretos brilhantes. Ela permanece no período de larva de 12 a 30 dias, e primeiro raspa a folha, para depois comê-la a partir do centro, esburacando-a. Neste tipo, os ovos são agrupados dos dois lados da folha.
Métodos de controle - formas de evitar a devastação da área de pastagem:
 
Controle químico:
Deve ser evitado devido ao longo período de afastamento do gado da pastagem, pois é tóxico às pessoas e aos animais, além de contaminar córregos e nascentes. Mesmo assim é o método mais utilizado por sua praticidade e eficiência no controle de pragas;
 
Controle biológico:
A bactéria Bacillusthuringiensis contamina e elimina a praga por meio de um simples contato. Em poucas horas ela fica infectada e paralisada, morrendo em até dois dias. O controle biológico não elimina os inimigos naturais por ser um inseticida microbiano seletivo e deve ser aplicado no fim do dia, uma vez que é sensível aos raios solares.
 
Controle físico
Consiste em destruir as lagartas e pode ser realizado nas estradas por onde elas se deslocam. Também pode ser feita a abertura de valas que dificultem a passagem dos animais, ou armadilhas luminosas para atrair e eliminar as mariposas, o que dá ao produtor a chance de monitorar a população de pragas adultas. Quanto mais rápido os sinais de ataque e o tipo de praga forem identificados, maior a eficácia dos métodos de controle.
 
Ações recomendadas:
- Monitorar constantemente as áreas de pastagens. Temperaturas elevadas e clima seco favorecem o rápido desenvolvimento das lagartas;
- Plantas com deficiências são mais suscetíveis a pragas como as lagartas, portanto tome cuidado no processo de adubação; 
- Tenha mais de um tipo de pastagem nas propriedades leiteiras. A resistência é diferente entre as espécies. As pastagens com leguminosas melhoram a qualidade da forragem, além de reduzir a ocorrência de pragas.
Saiba mais sobre o controle de pragas em: http://sis.sebrae-sc.com.br/sis/setor/relatorio/visualizar?idRelatorio=1220

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