Brasil, Argentina e EUA concluem documento para ser encaminhado ao governo chinês

Agronegócio

Brasil, Argentina e EUA concluem documento para ser encaminhado ao governo chinês

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Indústrias e exportadores de soja de Brasil, Argentina e EUA concluem "documento panamericano" para ser encaminhado ao governo chinês na próxima semana. "Não se trata de protesto, mas de uma não concordância", diz o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli. O documento também deverá ser entregue para autoridades de cada um dos signatários.

Lovatelli tem motivo para cautela. A China é o maior cliente da soja brasileira, com importações de 5 milhões de toneladas na safra passada. No documento, o setor privado dos três países fala do "espanto" com que recebeu a notícia de que cargas de soja do Brasil foram embargadas em razão da contaminação por sementes. Assinam o documento representantes da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), da Câmara da Indústria de Óleos da Argentina (Ciara), da Associação de Exportadores de Grãos da América do Norte e da Associação Nacional dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa, dos EUA).

"É a nossa maneira de pressionar a China a normalizar as importações", diz Lovatelli, que participou, ontem, do 3 Congresso Brasileiro de Agribusiness, em São Paulo.

O embargo chinês à soja brasileira foi anunciado no início de maio. Cerca de 260 mil toneladas de soja brasileira foram recusadas e 23 exportadores foram incluídos numa lista negra de Pequim. O governo brasileiro anunciou que o embargo foi levantado, mas, na prática, a história é outra. "O problema ainda não foi resolvido", diz Lovatelli. Para ele, ainda faltam especificações técnicas, ou seja, normas internas do governo brasileiro. As normas devem ser publicadas ainda hoje.

"As cargas que chegam na China ainda podem ser embargadas", diz. "Não existe nenhuma garantia de que os chineses não adotarão a tolerância zero para presença de sementes", afirma. O trabalho de detecção das sementes gera custo extra, que poderia levar a um aumento de preços. Ele diz que as cargas retidas na China poderão ser "retrabalhadas" e novamente apresentadas.


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