Brasil exigirá abertura para setor agrícola nos acordos internacionais


Agronegócio

Brasil exigirá abertura para setor agrícola nos acordos internacionais

Por: -Admin
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O governo federal dá um recado claro ao comércio internacional de produtos agrícolas e pecuários ao definir que “ou a agricultura é tratada no mesmo grau de interesse e de intenção dos demais setores da economia, ou não tem Alca, OMC, nem nada”. Foi o que assegurou nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, ao participar do Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacionais, realizado pela manhã, na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e que teve participação, também, do presidente do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Benedito Rosa do Espírito Santo.

Roberto Rodrigues enfatizou que a posição anunciada era do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num recado à Organização Mundial do Comércio (OMC), Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca), União Européia (EU) e quaisquer outros organismos do “trade” internacional. Ele disse que “ou negociamos tudo, ou não negociamos nada" e garantiu que "o governo Lula tomará posições sempre de forma articulada com o setor privado”.

Esse era o recado que os grandes produtores há muito queriam ouvir do governo, de forma a combater posições dos países desenvolvidos que, a despeito das determinações da Rodada Uruguai do antigo Acordo Geral de Tarifas de Comércio (Gatt), privilegiam outros setores da economia, em detrimento da agricultura e da pecuária. Segmentos que são a força das exportações dos países em desenvolvimento.

Por essa razão, produtores ligados à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e ao “agrobusiness” internacional "vêem com bons olhos” a posição ora assumida pelo presidente Lula e pelo ministro Rodrigues, conforme salientou o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, que pede apoio governamental na luta pela redução dos subsídios dados, lá fora, às exportações. Essa seria, segundo ele, uma premissa básica para a liberalização dos mercados e estabelecimento de “condições de igualdade” para a concorrência externa no setor.


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