Brasil impõe um novo cenário mundial de qualidade do café

Agronegócio

Brasil impõe um novo cenário mundial de qualidade do café

A Ipanema Coffees é representante do Brasil no Rainforest Alliance Annual Cupping
Por: -Janice
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Uma premiação mundial torna inquestionável a alta qualidade dos cafés brasileiros: o Rainforest Alliance Annual Cupping, que coloca lado a lado e avalia comparativamente cafés de diferentes países produtores, tem mais uma vez um representante do Brasil entre os seus finalistas. Trata-se da Ipanema Coffees, uma das maiores produtoras mundiais de cafés especiais, com sede em Alfenas, no Sul de Minas. O lote de café arábica Bourbon Amarelo, cereja descascado, produzido na Fazenda Capoeirinha, ficou em 1º lugar entre os cafés brasileiros e em 5º lugar no ranking mundial.

A edição do Rainforest Alliance Annual Cupping 2011, que teve como 1º colocado a fazenda peruana Quéchua, foi disputada por 24 lotes finalistas de cafés produzidos por fazendas do Brasil, Indonésia, Quênia, Papua Nova Guiné, Peru e do Havaí. A premiação será feita durante a feira e exposição da SCAA – Specialty Coffee Association of America, considerada o principal evento mundial de cafés especiais, que acontecerá em Houston, nos Estados Unidos, na próxima semana (de 28 de abril a 1º de maio), e que tem justamente o Brasil como país-tema.

Esse é o terceiro ano consecutivo que os cafés produzidos pela Ipanema Coffees ficam entre os melhores do mundo e em 1º lugar entre os cafés brasileiros. Na premiação de 2009 conquistaram a 7ª posição, e em 2010, o 4º lugar no ranking mundial.

Maior fornecedora de cafés especiais certificados do mundo, a Ipanema Coffees foi a primeira empresa brasileira certificada ambientalmente pela Utz Kapeh, em 2002. No ano seguinte, passou a ser a primeira empresa sul-americana certificada pelo Código de Conduta do Preferred Supplier Programa, da Starbucks. E desde 2004, tem o selo Rainforest Alliance Certified.

A empresa é integrada por três fazendas cafeeiras: Conquista e Capoeirinha, localizadas em Alfenas, e Rio Verde, no município de Rio Verde, também no Sul de Minas. Nas três fazendas, que somam uma área de 5.500 hectares com 12 milhões de pés de café, são produzidos, em média, 120 mil sacas de café por ano. A Ipanema comercializa sua produção para 25 países, entre eles: Inglaterra, Noruega, Japão, Austrália, Holanda, Bélgica, Grécia, França, Dinamarca, Portugal, Suíça, Canadá, EUA, Alemanha, Itália, Rússia e Espanha.

Qualidade certificada

Promovido desde 2003 pela Rainforest Alliance, uma das maiores certificadoras socioambientais que atrela qualidade a sustentabilidade, o Annual Cupping era disputado, até 2008, por fazendas que inscreviam individualmente seus lotes. Porém, com o grande crescimento de cafés certificados pela empresa no mundo, decidiu-se pela promoção, em cada país, de certames que pré-selecionassem os melhores lotes. Outra inovação, tendo em vista as diferentes épocas de colheita, foi a realização de dois concursos anuais: em maio, para os países da América Central e Índia, e em dezembro para os cafés produzidos no Brasil, Peru, África Oriental e Indonésia.

“O Brasil ter seus cafés, consecutivamente, entre os melhores do mundo, significa que o cenário da qualidade foi definitivamente alterado”, diz Washington Rodrigues, presidente da Ipanema Coffees. Opinião que é compartilhada por Eduardo Trevisan Gonçalves, do Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, organização responsável pelas auditorias nas propriedades que utilizam o selo Rainforest Alliance Certified no Brasil e pela realização dos concursos de seleção dos cafés brasileiros que disputam o mundial. Para ele, o mercado tanto valoriza esses cafés certificados com prêmios, quanto tem dado prioridade a eles. “Contamos com o compromisso de empresas como Kraft, Tchibo e Nespresso”, exemplifica Trevisan.

A garantia de venda a preços remuneradores – o lote campeão da Ipanema Coffees em 2010, de 150 sacas, foi integralmente vendido para a Austrália e Nova Zelândia com prêmios de quase 70% acima do mercado – é um dos fatores que explica o crescimento e o interesse pela certificação Rainforest entre as fazendas brasileiras. Uma boa base é o crescente aumento no número de amostras que são inscritas no Concurso de Qualidade de Cafés Certificados Imaflora/Rainforest Alliance, que seleciona os lotes brasileiros para o mundial: começou em 2008 com 41 amostras e em 2010 teve 70 amostras inscritas.

As informações são da Tempo Comunicação.

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