Brasil poderá atingir 50% do mercado mundial de frango

Agronegócio

Brasil poderá atingir 50% do mercado mundial de frango

Além de liderar o mercado mundial de frango, o Brasil poderá chegar a 50% do mercado ainda este ano
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Além de liderar o mercado mundial de frango, o Brasil poderá chegar a 50% do mercado mundial até o final do ano. Ou seja, de cada dois frangos vendidos no mundo, um terá como origem o Brasil. A previsão é do diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores da Frangos (Abef), Cláudio Martins. Ele esteve ontem (05-04) em Chapecó, Santa Catarina, onde proferiu a palestra de abertura do 6º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que acontece até sexta-feira.

Além do crescimento de 18% em volume e 20% no valor exportado no primeiro trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado, Martins prevê a abertura de novos mercados. Martins já recebeu informações de importadores da Coréia do Sul, embora ainda não tenha sido oficializado pelo governo local, sobre a abertura do mercado coreano para o frango brasileiro, a partir deste mês. O potencial é de 100 a 120 mil toneladas ainda em 2005, sendo 80% de pernas e coxas e, 20%, para asas.

O diretor da Abef citou também as vendas para a China, que já superam 20 mil toneladas, e a vitória na Organização Mundial do Comércio contra a União Européia, que em 2002 aumentou a taxação do peito de frango salgado de 15% para 75%. Martins estima um crescimento de 10% a 15% para o mercado europeu, que absorveu 200 mil toneladas no ano passado.

Outro marco na história da avicultura brasileira é a negociação com os Estados Unidos, para um acordo bilateral. A meta é exportar peito de frango para os norte-americanos. Martins disse que a avicultura brasileira iniciou uma fase de crescimento virtuoso que iniciou em 2002 e promete se estender até 2007.

Os fatores para este crescimento são o baixo custo de produção, qualidade e sanidade. O Brasil está livre de doenças como newcastle e influenza. Seus principais concorrentes como Tailândia e Estados Unidos, tiveram problemas com a gripe asiática.

Mas duas questões preocupam o setor. Uma delas é a possibilidade de contingenciamento dos recursos destinados à vigilância sanitária. O outro é a baixa cotação do dólar em relação ao real, que diminui a competitividade do produto brasileiro. A Abef sugeriu ao Banco Central a abertura de uma conta em dólar das indústrias exportadoras, para diminuir a pressão na taxa de câmbio.


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