Brasil precisa negociar fim de tarifa no comércio de arroz com o México
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NEGOCIAÇÃO

Brasil precisa negociar fim de tarifa no comércio de arroz com o México

Mexicanos incluíram retirada de taxa de importação do feijão na revisão do acordo bilateral
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Mexicanos incluíram retirada de taxa de importação do feijão na revisão do acordo bilateral. Entidade defende a mesma medida para o setor orizícola brasileiro

A recente abertura do mercado mexicano ao arroz beneficiado brasileiro ainda requer ajustes para potencializar o fluxo comercial. O principal é a inclusão, na revisão do acordo bilateral entre México e Brasil, de tarifa zero para exportação do cereal àquele mercado ou a criação de uma cota para importação livre de taxa, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).  

Em correspondência encaminhada à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a entidade pontuou que aquele país já incluiu na revisão do acordo bilateral a retirada da tarifa de importação do feijão, hoje em 10%. A leguminosa entrou na negociação como contrapartida ao arroz brasileiro.

Diante disso, a Abiarroz reforçou a necessidade de o Brasil também buscar a eliminação das tarifas de 10% para exportação de arroz parboilizado e de 20% para o branco/esbramato. A entidade lembra ainda que o Uruguai – parceiro do Mercosul –, e os Estados Unidos, ambos concorrentes do Brasil – já têm taxa zero.

“Atualmente, existe uma cota para o arroz beneficiado brasileiro, de 150 mil toneladas, livre de imposto de importação, com vigência até dezembro de 2019. Ultrapassada esse limite, a tarifa incidente sobre a importação de arroz é de 20%”, enfatiza o presidente da Abiarroz, Elton Doeler.

A Abiarroz defende a intensificação das tratativas para eliminar a tarifa ou criar a cota como forma de assegurar a competitividade do Brasil no mercado de arroz e a efetiva relação comercial entre os dois países.

A entidade ressalta ainda a importância do mercado do México para a sustentabilidade da cadeia produtiva do arroz, uma vez que o Brasil é autossuficiente na sua produção e ainda absorve os excedentes dos parceiros do Mercosul. Por isso, considera relevante a negociação de tarifa e/ou cota para a exportação do arroz brasileiro para o México.

A Abiarroz também está fazendo gestões com o Ministério das Relações Exteriores para a retirada da tarifa do arroz para o mercado mexicano e/ou o estabelecimento de uma cota.


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