Brasil reivindica cota maior de carne bovina
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Agronegócio

Brasil reivindica cota maior de carne bovina

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O Brasil espera conseguir mais acesso ao mercado comunitário para Hilton Beef (carne bovina de alta qualidade) dentro do acordo de livre comércio, que está sendo negociado com a União Européia (UE). No momento não há nada de concreto, apenas a suspeita de que o acesso de carne bovina em geral ao mercado europeu será por meio de cotas e, ""nesse caso, uma cota global para o Mercosul"", afirma o embaixador José Alfredo Graça Lima, representante do Brasil junto às comunidades européias.

A UE é o maior mercado das exportações brasileiras de carne bovina em termos de valor, o que significa, aproximadamente, US$ 500 milhões/ano. Segundo Graça Lima, se for mesmo oferecida uma cota global para os países do Mercosul dividirem entre si, caberá a estes estabelecerem os montantes a serem aproveitados por cada um. Em nenhuma hipótese se prevê uma redução de ""market share"" em termos absolutos, ou seja, as novas cotas se somarão àquelas que já beneficiam os quatro países.

Com relação ao Hilton Beef, a reivindicação brasileira de aumento de cota é antiga, porque, além de ser pequena, o País considera discrepante a cota do país vizinho. O Brasil tem direito a 5 mil toneladas dentro da cota comunitária, enquanto a Argentina tem 28 mil toneladas/ano. O rebanho brasileiro conta em torno de 167 milhões de cabeças e o da Argentina, 48 milhões.

Atualmente, na UE, a cota conjunta do Hilton Beef é de 58,1 mil toneladas, com direito ""ad valorem"" de 20%. Além das 33 mil toneladas do Brasil e da Argentina, a configuração é: Estados Unidos e Canadá - 11,5 mil toneladas, Austrália - 7 mil, Uruguai - 6,3 mil e Nova Zelândia - 300 toneladas.

Para o ano 2003/2004, nem Argentina, nem Paraguai tiveram renovados os pedidos de concessão de ambos os governos para quota extra de Hilton Beef, obtida em 2002/2003. O Brasil também mantém interesse em abrir o mercado comunitário de carne suína, que permanece fechado há mais de 20 anos. De momento, não há prazos fixados. O governo brasileiro argumenta que quando considerar que os padrões exigidos pela UE foram alcançados, conversações sobre o tema deverão ser retomadas.


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