O relatório mensal de acompanhamento das safras, divulgado nesta quinta-feira (11 de Março) pela Conab, apresentou importantes reduções de 200 mil toneladas na estimativa de produção. Além disso, baixou de 6,43 milhões de toneladas (MT) para 6,23 MT a projeção de importação, refletindo uma redução de consumo.
Por outro lado, as projeções da Consultoria TF Agroeconômica divergem da Conab: “Para o Paraná, por exemplo, mesmo que a área fique igual 1,12 milhão de hectares, se a produtividade voltar ao normal (3.200 kg/hectare) o potencial produtivo será de 3,52 milhões de toneladas, cerca de 1,0 milhão a mais do que o previsto pela Conab”.
“Se confirmado, este número elevaria a produção nacional para 7,5 milhões de toneladas, com reflexos na redução das importações para um intervalo entre 5,5 a 6,0 milhões de toneladas (redução entre 10% e 16,67%) e um estoque final de 1,050 milhão de toneladas”, aponta a equipe de analistas da TF.
Ainda de acordo com a Consultoria, existe uma segunda causa desta redução das importações: “A redução no consumo final. Compradores de massas (35%) e biscoito (45%) reduziram as compras, provocando efeito dominó reverso. Sobras de estoques nos supermercados, que deixam de encomendar nas fábricas, que encomendam menos farinhas, que sobram nos moinhos provocando moagem menor”, explicam os especialistas.
“Nos estados do RS, MG e RJ os governadores decretaram que ‘só se pode comprar produtos essenciais’. As prateleiras dos supermercados que não contém produtos essenciais estão cobertas com plástico. Massas e biscoitos não são considerados bens essenciais”, conclui a TF Agroeconômica.