Brasil tira competitividade da avicultura européia, diz USDA
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Agronegócio

Brasil tira competitividade da avicultura européia, diz USDA

Conforme o USDA, analistas avícolas acreditam que novas fusões e aquisições ainda devem ocorrer na avicultura européia, enfraquecida pelo aumento dos custos de produção e pela forte concorrência do Brasil
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Em estudo no qual fala das dificuldades atualmente enfrentadas pela avicultura de corte da União Européia e analisa as tendências do setor, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) observa que desde 2007 a indústria vem sendo objeto de fusões e aquisições.

Cita como principais exemplos a holandesa Plusfood Groep BV, fabricante de industrializados à base de aves e bovinos, adquirida em julho de 2007 pela brasileira Perdigão S.A. E a britânica Moy Park, comprada em junho de 2008 por US$680 milhões pela também brasileira Marfrig.

Conforme o USDA, analistas avícolas acreditam que novas fusões e aquisições ainda devem ocorrer na avicultura européia, enfraquecida pelo aumento dos custos de produção e pela forte concorrência do Brasil.

Mas não é só isso que complica a vida da avicultura européia, demonstra o USDA: “os altos custos de produção vêm sendo agravados pela inclusão, nos padrões de produção de alimentos, de exigências ou proibições levantadas pela sociedade”. Isso inclui vetos ao uso de OGMs (o que afeta o preço dos grãos), métodos de produção bastante restritos, limitações de ordem ambiental e medidas visando ao bem-estar animal.

O que se conclui disso tudo é que não é exatamente a concorrência brasileira que diminui a competitividade da avicultura européia e, sim, o conjunto de restrições internas. E os legisladores europeus estão atentos a esse fato. Tanto que – diz o USDA – avaliam a adoção de estratégias que minimizem o problema.

E aí, porém, que se cria um novo “xis” para o problema. Pois é citado, a propósito, que o governo francês vem sugerindo que se dê preferência à produção comunitária e, dentro desse espírito, a União Européia deve exigir que os países exportadores obedeçam aos mesmos padrões de produção adotados internamente. Ou seja: já que não podemos aumentar nossa competitividade, vamos reduzir a competitividade dos outros.

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