Buva exige alerta e ação correta

Agronegócio

Buva exige alerta e ação correta

Ameaça da invasora é real. Quem não fez o manejo correto terá mais problemas; mesmo os precavidos deverão estar atentos à lavoura
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Ameaça da invasora é real. Quem não fez o manejo correto terá mais problemas; mesmo os precavidos deverão estar atentos à lavoura

Mais uma vez o produtor de soja é ameaçado pela buva, ou voadeira (Conyza sp), planta daninha de difícil controle e que causa muitos prejuízos à cultura. Ações de controle e prevenção são fundamentais ao agricultor. O trigo e aveia no inverno, que fornecem boa cobertura, fazem parte do rol de alternativas para impedir o surgimento da planta, assim como a observação atenta da lavoura para detectar a invasora.

A buva é uma planta de entressafra, de acordo com Dionísio Gazziero, especialista em plantas daninhas da Embrapa Soja, em Londrina. Dessa forma, após a cultura do inverno, as ações devem ser intensificadas. "Se o produtor se preveniu com culturas de cobertura terá menos problemas. Se plantou o milho safrinha, que não fornece boa cobertura do solo, as chances de problemas serão maiores, com aumento dos custos de controle", diz o pesquisador.

Se a invasora aparecer, é necessária a aplicação de herbicidas. De acordo com Gazziero, como há plantas resistentes ao glifosato, é indicada uma combinação de dois produtos dessecantes. "O agrônomo vai orientar quanto à necessidade e forma de aplicação", explica. O pesquisador alerta que o controle químico deverá ser feito antes da planta alcançar os 15 centímetros de altura. Depois disso, o controle fica mais oneroso. "Nesses casos, dificilmente a invasora será controlada com um só produto ou uma só aplicação", diz.

De acordo com o pesquisador da Embrapa, a ameaça da buva é real e se expande de forma preocupante. Há cerca de três anos houve registros da invasora em lavouras nos municípios de Cascavel, Toledo e Palotina, no Oeste do Estado. Depois, alcançou Campo Mourão e hoje já aparece na região de Maringá, no Noroeste. Em algumas áreas de Londrina, a planta já ocorre, segundo a Embrapa. A pesquisa alerta produtores de soja de outras regiões do Brasil. "Se não houver o manejo adequado, os problemas poderão se repetir nesses locais", afirma.

A ocorrência da invasora provoca prejuízos diretos e indiretos ao produtor. Em primeiro lugar compete com a soja, disputando com a cultura luz, água e nutrientes, o que pode provocar perdas entre 10% e 40%. Na colheita, o produtor também comprovará perdas, com maior umidade dos grãos e impurezas.

A denominação de voadeira descreve uma característica que torna a buva ainda mais problemática. "A planta se dissemina pelo vento. Por isso, o controle da planta é tão importante", afirma Gazziero. Ele destaca que a ação conjunta dos vizinhos é fundamental para evitar a disseminação da invasora. "De nada adianta um produtor fazer o controle adequadamente se o vizinho não tomar a atitude correta", diz. Segundo ele, toda e qualquer planta deve ser eliminada. "É preciso atenção com as plantas na beira da estrada, embaixo de postes e outros locais", afirma.


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