Cabotagem facilita importação de milho
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Agronegócio

Cabotagem facilita importação de milho

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No próximo domingo, o navio Mikado ancora no Porto do Recife, trazendo uma carga de 14,3 mil toneladas de milho do Paraná. A estratégia dos criadores é substituir em até 50% o modal rodoviário para operações logísticas com mais de 4.000 quilômetros de distância. O milho importado do Paraná foi adquirido em leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), através da Bolsa de Hortifrutigranjeiros e Cereais de Pernambuco (BHCP). A logística de transporte ficou sob responsabilidade da Aligro, corretora membro da BHCP. O diretor da Aligro, Roberto Carvalho, diz que com o sistema intermodal de fretes (caminhões, navios e trens) pode reduzir em 30% os custos de transporte e em até 11% o preço final do milho.

"Com os constantes aumentos do óleo diesel é inviável optar pelo transporte rodoviário para distâncias acima de 4.000 km", reforça. Segundo Carvalho, com a cabotagem a economia chega a ser de R$ 50 por tonelada. Para se ter uma idéia, o transporte responde por cerca de 40% do preço do milho. Por outro lado, Carvalho diz que o transit time por navio é maior, em função da burocracia portuária. ´A remoção do produto para o porto, o carregamento do navio e outras operações duram até 30 dias´, calcula, dizendo que depois de colocada no navio a carga chega em cinco dias, se o Paraná for usado como exemplo. Por transporte rodoviário, a carga chega em seis dias.

Nesta primeira importação, nove empresários se uniram para trazer a carga. Entre as principais empresas do pool de aquisição do milho estão a Mauricea Alimentos, Agropecuária Serrote Redondo, Irca e Guraves (PB). Carvalho espera a adesão de avicultores do Ceará, segundo maior produtor do Nordeste. Só Pernambuco tem uma demanda de 60 mil toneladas de milho/mês. O diretor da Aligro lembra que a última operação semelhante realizada por avicultores pernambucanos aconteceu em 1995. Naquele ano a corretora embarcou pelo Porto de Paranaguá (PR) algo em torno de 130 mil toneladas de milho adquiridas nos leilões da Conab.

"As operações de cabotagem foram suspensas em função da dificuldade de embarques pelos portos brasileiros, que priorizavam as exportações de soja e açúcar, deixando a cabotagem em segundo plano", explica. Carvalho recorda que os navios esperavam até 30 dias para serem carregados, onerando o frete. Com a modernização do Porto de Paranaguá, os problemas foram solucionados.


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