Cachaça do PR cresce em qualidade

Agronegócio

Cachaça do PR cresce em qualidade

Previsão é crescer até 30% em 2014
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Premiações criam oportunidades de expansão para o produto, que ainda é muito focado no mercado estadual. Previsão é crescer até 30% em 2014

A cachaça paranaense está crescendo em qualidade e já começa a concorrer com outras regiões consagradas na produção do destilado, como Minas Gerais. O fato é comprovado pela coleção de medalhas que alambiques do estado acumulam em premiações nacionais e internacionais, como o Concours Mondial Spirits Selection 2014, realizado em Florianópolis. Cinco produtores do estado – Cachaçaria Boa Brasil, Cachaça Companheira, Alambique Canópolis, Casa Poletto e Porto Morretes – ganharam oito medalhas de ouro e prata. A Porto Morretes recebeu ainda a grande medalha de ouro do concurso.

Segundo os produtores, o resultado é fruto do investimento contínuo em processos de melhoria na produção que, além de gerar uma cachaça de boa qualidade, têm reflexos também na quantidade do destilado produzida e comercializada no estado.

Crescimento

Em 2013, o faturamento dos produtores paranaenses de cachaça cresceu entre 10% e 30%, em média, nas empresas ouvidas pela reportagem. O número pode ser considerado significativo, uma vez que grande parte da produção ainda é destinada ao mercado estadual. “Hoje, 85% da nossa produção é comercializada em Curitiba e região metropolitana. A outra parte é direcionada para o interior do estado, para cidades como Londrina”, conta Sérgio Pignanelli, sócio-gerente da Cachaçaria Boa Brasil.

Para 2014, a expectativa é de que o crescimento mantenha-se entre 15% e 30%. “O mercado mundial está tomando cachaça e, assim como ocorre com outros setores, tudo o que acontece lá fora acaba refletindo aqui. Assim, as classes A e B estão começando a consumir, a buscar o bom produto, e isto está aumentando as vendas”, diz Sadi Poletto, diretor-proprietário da Casa Poletto.

O reconhecimento da qualidade da cachaça paranaense ocorre após muitos investimentos em pesquisas e parcerias para a melhoria do processo produtivo. A Porto Morretes, por exemplo, aposta na qualificação dos funcionários por meio de treinamentos internos e de cursos externos custeados pela empresa.

A parceria com entidades que apoiam pequenas empresas, como o Sebrae, também oferece suporte para o desenvolvimento dos negócios. A Casa Poletto, a Cachaçaria Boa Brasil e a Porto Morretes, por exemplo, participam de um projeto da entidade com foco em boas práticas de produção, fabricação e distribuição, que tem reflexos nos negócios.

“Além da consultoria, buscamos junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial o selo de identificação geográfica de procedência, que agregará ainda mais valor às cachaças da região de Morretes”, explica Maria Isabel Guimarães, consultora do Sebrae Paraná.

Produtores miram mercado externo

O Paraná ainda é o principal destino da produção de cachaça do estado, mas algumas empresas se destacam na exportação do produto e fazem do mercado externo uma alternativa para a expansão dos negócios.

Na Agroecológica Marumbi, que produz a cachaça Porto Morretes, 60% das vendas realizadas são destinadas para os Estados Unidos e o Canadá. “Estamos crescendo 30% ao ano em exportações nos últimos cinco anos. O que não comercializamos no mercado doméstico deslocamos para o externo que, para nós, é mais atrativo”, conta Fulgêncio Torres Viruel, fundador e presidente da empresa.

Já os produtores que ainda não exportam começam a buscar informações e organizar seus processos tendo o mercado exterior como alvo. Juan Artigas Souza Luz, diretor do Alambique Canópolis, afirma que a empresa está se preparando e estudando mercados para iniciar as exportações, planejadas para 2016.

A Cachaçaria Boa Brasil, por sua vez, pretende entrar no mercado externo com o lote da cachaça premiada no concurso – a Boa Brasil Patriarca –, que foi preparado especialmente para a premiação. “Investimos no concurso exatamente para direcionar a produção deste lote para exportação, que exige mais qualidade e tem um valor agregado maior”, explica Sérgio Pignanelli, sócio-gerente da empresa.
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