Café Bom Dia bate Starbucks nos EUA

Agronegócio

Café Bom Dia bate Starbucks nos EUA

Marques de Paiva é escolhido o melhor "custo benefício" entre outras 60 marcas pesquisadas
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Marques de Paiva é escolhido o melhor "custo benefício" entre outras 60 marcas pesquisadas. A Marques de Paiva, marca da mineira Café Bom Dia, superou o símbolo americano de qualidade de café, a gigante do setor, Starbucks, dentro do próprio território inimigo. A marca brasileira foi eleita a mais indicada aos consumidores americanos, por aliar alta qualidade e preços acessíveis. O café brasileiro foi eleito entre 60 marcas de café comercializadas no varejo americano

A eleição foi realizada pela rede de televisão ABC com especialistas e consumidores, que provaram o café às cegas. "A idéia era comprovar que nem todo café caro é bom e que nem todo café barato é ruim", afirma Sydney Marques de Paiva, presidente do Café Bom Dia.

A marca brasileira foi considerada a segunda melhor no quesito qualidade, atrás rede americana Starbucks. No item preço, no entanto, o café do Brasil ficou em primeiro lugar, com um valor cerca de 40% inferior ao do concorrente americano. "Ficamos muito próximos da Starbucks na qualidade, mas como nosso preço era menor, fomos considerados o café ideal para o consumidor americano", afirma Paiva.

Resposta imediata

E a resposta do consumidor americano à escolha do café foi imediata. As vendas da marca duplicaram depois do programa apresentado em cadeia nacional. "Lojas que vendiam mil pacotes por dia passaram a negociar dois mil e a nossa expectativa é que a demanda continue crescendo", afirma Paiva.

Com o aumento da demanda nos Estados Unidos, a expectativa com exportações para este ano tiveram que ser alteradas. O objetivo de crescer 30% em 2005 foi revisto e a nova expectativa é triplicar as vendas externas que, no ano passado, foram de US$ 4,5 milhões.

A meta de crescimento do Bom Dia acompanha as expectativas de toda a indústria brasileira. "Nosso objetivo é fechar o ano com uma receita entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões, o que representaria um crescimento de 13,6% a 36,3% em comparação ao desempenho do ano passado", diz Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic).

O executivo lembra que o resultado que as indústrias de café estão apresentando nas exportações do produto industrializado são, em grande parte, atribuídos à parceria feita com a Agência de Promoção das Exportações (Apex). "O programa desenvolvido com a entidade foi o primeiro realmente organizado para o setor de café", afirma Herszkowicz.

Renovação do contrato

O contrato entre indústrias de café e a Apex teve início o final de 2002 e terminará no segundo semestre deste ano. Os recursos aplicados até o fim do programa totalizarão R$ 11 milhões. "Como as indústrias de café estão cumprindo suas metas, é muito provável que o contrato de promoção das exportações seja renovado", afirma Juan Quirós, presidente da Apex. Segundo Herszkowicz, o pedido das indústrias será para um aumento de 15%, ou seja R$ 12,6 milhões.


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