Café vermelho
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Produtores podam cafezais para diminuir custos com a colheita
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Com preços em queda, produtores podaram cafezais excessivamente para diminuir custos com a colheita deste ano

A valorização da saca de 60 quilos de café em todo o Brasil não deve ser suficiente para devolver aos agricultores uma rentabilidade positiva com a cultura nesta safra. No Paraná, o produto acumula alta de mais de R$ 100 por saca nos primeiros meses deste ano. A cotação média no mês de maio, apurada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), é de cerca de R$ 380. Mas, considerando o desembolso do agricultor para cultivar a cultura, o prejuízo atual é de R$ 25 por saca. De acordo com a Seab, os custos variáveis do café no estado estão em mais de R$ 400 por saca.

O aumento nos preços foi impulsionado por expectativas de quebra na safra brasileira, a maior do mundo. A produção nacional foi prejudicada pelo clima. Houve seca severa em todas as regiões produtoras, o que comprometeu a formação dos grãos nos cafezais, e também frio excessivo. No Norte do Paraná, a geada negra foi a maior responsável pela quebra da safra estadual. Estudo da Fundação Procafé aponta perdas de 20% a 50% no Brasil. As projeções de colheita estão entre 40,1 milhões de sacas e 43,3 milhões de sacas. O frio nos meses de junho e julho ainda pode agravar situação para 2015.

Efeito seca

600 Litros de grãos de café serão necessários para encher uma saca de 60 quilos, segundo estimativa da Fundação Procafé. Normalmente, são usados de 400 a 500 litros do fruto por saca.

*Foto: Bruno Covello / Gazeta do Povo

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