Câmara de caprinos e ovinos incentiva adesão ao sistema de inspeção de produtos

Agronegócio

Câmara de caprinos e ovinos incentiva adesão ao sistema de inspeção de produtos

A adesão dos estados e municípios ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi/Poa) é um fator preponderante para o crescimento da caprinovinocultura no País
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A adesão dos estados e municípios ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi/Poa) é um fator preponderante para o crescimento da caprinovinocultura no País. Essa foi a conclusão da 18ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos, realizada hoje (7), em Brasília.

“Iremos encaminhar um documento ao secretário de Defesa Agropecuária sobre a importância da adesão de estados e municípios ao Sisbi. Por outro lado, vamos mobilizar as câmaras estaduais para que sugiram a adesão dos governos estaduais e municipais ao sistema”, informou o presidente da Câmara Setorial, Francisco Edílson Maia da Costa.

Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Nelmon Oliveira da Costa, cinco estados formalizaram o pedido de adesão ao Sisbi/Poa no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). São eles: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, sendo que o Paraná foi o primeiro a aderir ao Sisbi, no mês passado. Além disso, 40 municípios também solicitaram a adesão ao sistema.

Abate - Dados do Mapa revelam que o número de abate de ovinos e caprinos, nos 13 matadouros cadastrados no Sistema de Inspeção Federal (SIF), tem diminuído nos últimos anos. No caso de ovinos, a redução foi de 270 mil animais abatidos em 2007 para 251 mil em 2008. Já para os caprinos, a queda foi de 5.200 para 4.700 abates no ano passado. Para a Câmara Setorial houve uma migração do sistema de abate federal para o estadual, em função do aumento do consumo do produto no mercado.

Cooperativismo - Atualmente o setor da caprinovinocultura conta com um rebanho estimado em 25 milhões de cabeças no Brasil, mas os próprios pecuaristas consideram a cadeia produtiva fracionada por ser constituída, em sua maioria, por pequenas propriedades. Nesse sentido, o cooperativismo e associativismo são apontados como importantes soluções para o fortalecimento da cadeia produtiva, desde pequenos a grandes produtores.

O coordenador-geral de Acompanhamento do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural (Denacoop) do Mapa, Eduardo Melo Mazzoleni, falou sobre o Consórcio Cooperativo, nova modalidade do mundo globalizado. O consórcio consiste em cinco etapas: elaboração do plano de negócio, modelo societário, governança, instrumentalização e constituição do consórcio. O objetivo é desenvolver e fortalecer o setor para o acesso a mercados nacionais e internacionais.


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