Câmara Setorial do Algodão faz reivindicações ao Ministro da Agricultura
CI
Agronegócio

Câmara Setorial do Algodão faz reivindicações ao Ministro da Agricultura

"Pedimos especial atenção à criação de um mecanismo de apoio à comercialização através de contratos de opções"
Por:

O presidente da Câmara Setorial do Algodão e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) Sérgio De Marco, reuniu-se na quarta-feira, 8 de fevereiro, com o ministro Mendes Ribeiro, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Na pauta do encontro, as reivindicações da Câmara Setorial. “Pedimos especial atenção do ministro à criação de um mecanismo de apoio à comercialização através de contratos de opções que garantem preço ao produtor e à indústria. Isso faz com que o produtor tenha, como ganho mínimo, o preço mínimo e não beneficia apenas os cotonicultores, mas todos os produtores rurais do país”, diz De Marco.

Para ele, o mais importante foi poder apresentar a proposta ao ministro e ouvir dele que o Ministério fará todos os esforços para atender às demandas. “O ministro Mendes Ribeiro se comprometeu a tomar medidas que nos ajudarão”, afirma.

Além desta solicitação o presidente da Câmara apresentou o pedido de que o MAPA interfira junto ao governo federal para que se dê mais agilidade nos procedimentos de exportação nos portos brasileiros. A burocracia para realizar os procedimentos é o maior empecilho apontado pelos cotonicultores.

Outro pedido dos cotonicultores foi em relação à possível proibição dos produtos cujo princípio ativo é o “parathion methyl”. Uma consulta pública sobre o tema foi publicada no dia 19 de janeiro, no Diário Oficial da União. Segundo a Câmara Setorial do Algodão, não existem produtos para substituir tal princípio ativo no manejo integrado de pragas e a proibição pode ameaçar a produção de algodão brasileira. “Ele tem um amplo espectro no controle de pragas. É útil no combate ao bicudo do algodoeiro e também a broca do algodoeiro”, afirma Sérgio De Marco.

Por fim, De Marco pediu ainda a atualização das normas de classificação do algodão, principalmente no que tange à Instrução Normativa nº 63. “Essa IN foi muito importante para o desenvolvimento tecnológico da lavoura, mas já precisa de revisões para que seja adequada às normas internacionais de qualidade”, explica o presidente da Abrapa.

Um pedido apoiado por todos os presentes foi sobre o registro de agrotóxicos junto à ANVISA. A lentidão no processo tem causado prejuízo a agricultores de diferentes culturas. O encontro reuniu presidentes de todas as Câmaras Setoriais. Estiveram presentes representantes das câmaras de Açúcar e Álcool, Arroz, Borracha Natural, Culturas de Inverno, Feijão, Fibras Naturais, Mandioca e Derivados, Milho e Sorgo, Oleaginosas e Biodiesel, Palma de Óleo, Soja e Tabaco, além de Algodão e Derivados. (Texto: Assessoria ABRAPA)


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.