Campo Futuro realiza painéis em cinco estados
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Imagem: Divulgação
AGRICULTURA

Campo Futuro realiza painéis em cinco estados

Eventos levantaram custos de produção de cana-de-açúcar, pecuária de corte, pecuária de leite e uva
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O Projeto Campo Futuro realizou painéis em cinco estados nesta semana: São Paulo, Pará, Sergipe, Paraná e Rio Grande do Sul. Foram levantados os custos de produção de quatro culturas: cana-de-açúcar, pecuária de corte, pecuária de leite e uva.

Os eventos foram realizados em parceria com as federações de agricultura estaduais e contaram com o apoio do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege) e do Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA).

Cana

Os painéis de cana aconteceram em Penápolis (SP), Assis (SP), Jacarezinho (PR), Araraquara (SP) e Cianorte (PR).

Em Penápolis, os produtores relataram alongamento do período de colheita da cana em função do atraso da moagem na atual safra. Dentre os insumos que apresentaram maiores elevações de preços em relação ao ano passado, encontram-se herbicidas para dessecação (glifosato - alta de 140%), fertilizantes (alta de 76%, na média) e diesel (+60%). O custo de formação dos canaviais subiu 35%, enquanto os tratos de cana soca cresceram cerca de 76%. Os insumos, principalmente fertilizantes, aumentaram sua participação na composição do custo de produção dos canaviais, em relação ao ciclo anterior.

Na região de Assis, o encontro ocorreu na sede da Associação Rural dos Fornecedores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (Assocana). Em relação ao último levantamento realizado na praça, na safra 2016/2017, os dados atuais de produtividade média (84 t/ha) e qualidade da matéria-prima (130 kg de Açúcares Totais Recuperáveis/t) apresentaram incrementos na ordem de 5% e 4%, respectivamente. “De lá para cá, até então, o custo de formação do canavial subiu 79%, enquanto o valor despendido aos tratos de cana soca aumentou 240%. Já os custos de colheita variaram menos, com alta de 41%”, afirmou a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee. Segundo dados prévios, os fertilizantes, seguido por mudas e inseticidas, compõem as maiores parcelas de gastos com insumos, sendo de 58%, 15% e 10%, seguindo a mesma ordem.

No Paraná, os produtores de Jacarezinho e Cambará, municípios distantes 20 km um do outro e com sistemas produtivos similares, também relataram elevações dos custos de produção, corroborados pelos dados observados. Os custos de formação de canavial, administrativo, tratos soca e colheita se elevaram na ordem de 44%, 35%, 90% e 18%, respectivamente. Dentre os insumos, os itens mais onerosos na região são fertilizantes, mudas e herbicidas. A produtividade média elevou 8%, enquanto a qualidade de matéria-prima sofreu queda de 5%, em relação ao último ciclo. Já a área de produção e o ciclo produtivo foram mantidos em 72 hectares e seis cortes.

Pecuária de corte

A reunião realizada em Paragominas (PA) analisou os custos de produção e resultados econômicos de uma propriedade modal que realiza ciclo completo (cria, recria e engorda de bovinos) com 5 mil hectares e 1,5 mil matrizes. “Com relação aos custos de produção, destacamos a alimentação, que representou 42,9% do custo operacional efetivo (COE)”, afirmou o assessor técnico da CNA, Rafael Ribeiro de Lima.

Pecuária de leite

O levantamento realizado na região de Nossa Senhora da Glória (SE) caracterizou uma propriedade modal de 30 hectares, com produção diária de 210 litros pela ordenha de 14 animais de linhagem mestiça Girolando. “Com produtividade média de 2.643 litros/ha/ano, a receita obtida pelo sistema delineado para a região foi capaz de remunerar os desembolsos e depreciações da atividade, considerada a remuneração do capital investido, a atividade passa a operar no vermelho” disse o assessor técnico da CNA, Guilherme Souza Dias. Mesmo assim, o resultado encontrado para a atividade leiteira foi 21% superior à atividade alternativa, caracterizada como arrendamento da propriedade para grãos.

Uva

O painel contou com a participação de produtores de uva e técnicos da região de Bento Gonçalves (RS). A propriedade modal definida tinha cultivados 3,5 hectares de uva Isabel – com produtividade média de 25 ton/ha – e 2,6 hectares de uva Merlot – com produtividade de 20 ton/ha. Encontro semelhante foi realizado na região em 2017, o que permite avaliar o histórico de elevação nos custos de produção. Na ocasião, os custos com fertilizantes representavam 5,6% dos Custos Operacionais Efetivos (COE) na produção de Isabel. Já no painel atual, tais insumos passaram a representar 10,3%. “Vale destacar que, para o cenário trabalhado, a relação de troca para a produção de uva Isabel foi de 55 ton/ha, já para a uva Merlot 31,5 ton/ha, montantes superiores à produção alcançada na propriedade”, declarou a assessora técnica da CNA, Letícia Barony Fonseca.


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