Com cada vez mais washouts de contrato e foco na importação, a B3 fechou a semana em campo negativo, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Há algum tempo temos falado aqui sobre os washouts de contrato de tradings, que veem melhores oportunidades, e um menor risco, em se te tratando do mercado interno”, comenta.
“Em todo o Brasil, já não é raro aquelas que tenham assumido compromissos na saca do milho em patamares de R$ 80,00, por exemplo, e que agora, vendo os preços novamente próximos a R$ 100,00, prefiram fazer o distrato do negócio, e realocar os contratos ao mercado interno”, completa a consultoria.
Da mesma forma, cada vez mais compradores – desde os grandes, que costumeiramente já faziam operações de importação, até pequenos, que começam a se acostumar com a ideia – buscam alternativa para um milho tão caro, e pior, tão escasso no mercado interno. “E foi com estes dois fatores que a B3 fechou em campo negativo nesta semana, em baixa em todos os principais vencimentos. No setembro, a saca de milho fechou ao valor de R$ 94,58 (-1,85%); novembro a R$ 96,00 (-0,89%); janeiro a R$ 96,70 (-1,00%) e março a R$ 97,30 (-0,28%)”, indica.
Em Chicago os futuros do milho fecham em queda, ao contrário da soja, por clima. “O mercado interpretou que as chuvas recentes podem melhorar as condições das lavouras de milho nos EUA. De qualquer forma, o futuro do clima nas regiões do noroeste do cinturão do milho nos Estados Unidos continua preocupando chuvas abaixo do normal e altas temperaturas, gerando incertezas quanto aos rendimentos potenciais”, conclui.