Campo reavalia ofertas já apresentadas na Alca
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Agronegócio

Campo reavalia ofertas já apresentadas na Alca

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O agronegócio brasileiro começa a se articular para rever as ofertas de acesso a mercado já feitas na negociação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Na próxima quinta-feira, representantes de 13 cadeias produtivas, entre as quais soja, açúcar, milho, fumo, laranja, vinho, frutas e café, estarão renovando suas propostas e demandas na Alca em reunião do Fórum Permanente Empresarial de Negociações Agrícolas Internacionais.

O encontro será na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. A entidade coordena o fórum em conjunto com Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Associação Brasileira de Agribusiness (Abag).

O vice-presidente de assuntos internacionais da CNA, Gilman Viana Rodrigues, afirmou que o fórum deve voltar a se reunir outras duas vezes até a reunião do Comitê de Negociações Comerciais (CNC) da Alca, em Puebla, no México, agendada para fevereiro de 2004. A intenção é ouvir as demandas dos setores e preparar uma oferta revisada a ser entregue ao governo brasileiro como sugestão para a negociação.

O Brasil deverá consolidar suas propostas com os demais países do Mercosul, e levar para Puebla uma proposta do bloco, conforme previsão de Rodrigues.

O vice-presidente da CNA reconhece que o principal objetivo do setor dos agronegócios é garantir o máximo de acesso a mercado no acordo geral da Alca. "Há que se insistir nas definições de acesso a mercado porque temos capacidade de produzir muito, mas não podemos produzir se não tivermos para quem vender", avalia o dirigente.

Ele admitiu que há risco de se ter poucos ganhos com a negociação da Alca. Segundo Rodrigues, o acordo precisará incluir medidas compensatórias para neutralizar o efeito do apoio interno e dos subsídios que os Estados Unidos continuarão a dar a sua agricultura. Essa compensação se daria na forma de salvaguarda (sobretaxas) para equilibrar a concorrência. O temor é de que, no futuro, os EUA possam colocar no mercado brasileiro produtos subsidiados, como soja, milho ou algodão.


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