Cana: falta de investimentos mantém índices negativos


NO CAMPO

Cana: falta de investimentos mantém índices negativos

Pesquisa do IAC traz dados de plantio e cultivo das principais regiões do Centro-Sul
Imagem créditos: Pixabay
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Das etapas do processo produtivo de açúcar e etanol, o campo é uma das mais custosas. De acordo com um estudo do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), referente à safra 2018/19, os tratos de cana-soca, a formação de canavial e a colheita representam mais da metade dos custos de produção.

O estudo também afirma que estes custos seguem crescendo ao longo dos anos e que, para reverter essa situação, o produtor precisa buscar maior produtividade, tornando “a cadeia da cana-de-açúcar mais sinérgica e eficiente”. De forma resumida, é necessário que os gastos compensem e gerem um retorno.

Por mais que indiquem um custo extra inicial, os investimentos no campo, especialmente em renovação e novas variedades, poderiam fazer com que este quadro de muitos gastos e poucos retornos revertesse.

O consultor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Rubens Braga, é categórico ao afirmar que há uma necessidade latente de se investir no campo. De acordo com ele, há a insistência na utilização de variedades de cana-de-açúcar antigas, que resultam em menor produtividade, além de que a mesma planta segue sendo cortada várias vezes, o que também é negativo.

Os dados utilizados pelo consultor são parte do resultado do Censo Varietal referente à safra 2019/20, realizado pelo IAC, que pesquisou 217 unidades, correspondentes a 5,8 milhões de hectares.

O resultado, comparativamente a 2018/19, demonstra uma certa estabilidade em alguns indicadores, de forma negativa – como o estágio médio de corte, o índice de atualização varietal e até nas escolhas das variedades presentes no campo –, mas também traz um pequeno alento em relação à concentração de variedades.

De qualquer forma, é preciso que haja uma mudança maior no campo, o que não é visto há anos.

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