Cana-de-açúcar: Ano-safra começa em MT
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Agronegócio

Cana-de-açúcar: Ano-safra começa em MT

Safra mato-grossense pode passar de 17 milhões de tonelada
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Pelo menos quatro usinas deram início à colheita e moagem da produção. Perspectivas seguem positivas

A safra mato-grossense da cana-de-açúcar já está voltando a movimentar o segmento sucroalcooleiro. Pelo menos quatro usinas encerraram a primeira semana de abril em atividade e a previsão é de que até o dia 15 as oito plantas industriais em operação no Estado estejam colhendo e moendo a produção 2012/13. O pontapé inicial da nova temporada foi dado, mais uma vez, pela usina Libra localizada em São José do Rio Claro (315 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), no último dia 26.


Ao contrário dos últimos dois anos, o ciclo tem início sobre um cenário positivo, seja no aspecto da remuneração ao produtor quanto na perspectiva de produtividade. A produção estimada em cerca de 16,30 milhões de toneladas é idêntica à consolidada no ano passado, mas devido às boas condições climáticas poderá render mais produtos como etanol e açúcar, quando comparados ao ciclo anterior.

Se a estimativa se confirmar, a indústria sucroalcooleira de Mato Grosso vira uma página recente que deixou marcas dentro e fora das usinas. A complicada safra colhida em 2011, quando pouco mais de 13 milhões de toneladas foram extraídas, provocou um fato inédito: em outubro daquele ano já havia usina encerrando a moagem por falta de produto, cerca de 40 dias antes do habitual no Estado. Para este ano, a moagem e produção devem se estender até a primeira semana de dezembro já que o volume a ser colhido pode acrescido de 800 mil a 1 milhão de toneladas, o que será recorde absoluto do segmento no Estado.


Como explica o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado (Sindálcool), Jorge dos Santos, a safra na casa das 16 milhões t representa uma recuperação do que foi registrado no ciclo 2005/06. No entanto, a usina Pantanal, em Jaciara (100 quilômetros ao sul de Cuiabá), que teve falência decretada no ano passado, está com maquinário e lavouras em perfeitas condições e há interesse de compra da unidade por um grupo goiano. “Se o negócio for realizado, até maio a planta retoma as atividades e pode adicionar a nossa previsão cerca de 800 mil a 1 milhão de t, o que nos levaria a um total de 17,30 milhões, um recorde”.

PREÇOS – A safra já possibilitou a recuperação de parte das perdas das usinas e o primeiro reflexo foi o retorno dos investimentos nos canaviais. Cerca de 20 mil hectares foram recuperados e a soca da cana – que rebrota e permite outros cortes anuais – está sendo tratada de forma adequada e isso surtirá na qualidade da cana da próxima safra. Outro ponto destacado e que deve sustentar a margem do produtor é que a partir de 1 de maio a gasolina volta a receber adição de etanol na sua mistura na proporção de 25% o que deve sustentar a demanda pelo combustível e assegurar o fluxo de caixa das usinas.


Pelo menos quatro usinas deram início à colheita e moagem da produção. Perspectivas seguem positivas
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