Canadenses conhecem café brasileiro

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Canadenses conhecem café brasileiro

Levantamentos apresentaram uma alta oportunidade para o Brasil exportar cafés especiais para o Canadá
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A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) participou no mês de setembro de uma missão para expandir as oportunidades de negócio para os empreendedores brasileiros de cafés especiais. Os representantes das marcas Cocapil (MG), Fazenda Nova Aliança (Tatuí/SP), Café Fazenda Floresta (São Sebastião da Grama/SP) e Above (Lambari/MG e Carmo de Minas/MG) foram até o país canadense.

Segundo a porta-voz da Cocapil, Laís Faleiros, foi essencial a ida ao local: “por meio do mercado canadense, as portas da cooperativa, da Fazenda Eldorado, se abriram para exportação. Hoje vejo que este mercado tem muito potencial para crescimento e investimento”.   

Paulo de Castro Reis, Diretor de Relações Institucionais da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), acredita que a missão foi uma oportunidade de contato com grandes importadoras canadenses. “Dentre as atividades durante a The Canadian Coffee & Tea Show, a comitiva pôde expor seus produtos e conversar diretamente com distribuidores, importadores, donos de cafeterias, etc. Além disso, promovemos duas sessões de cupping: uma em Calgary e outra em Toronto, com compradores específicos, mapeados por nossa equipe a fim de aumentar as chances de negócio dos produtores brasileiros”, contou.

Segundo ele, a Câmara realizou levantamentos que apresentaram uma alta oportunidade para o Brasil exportar cafés especiais para o Canadá, que em 2018 ficou em 7º lugar na lista de importadores de café brasileiro e atualmente está entre os 10 maiores consumidores do mundo.

“Os canadenses apostam em itens com alto valor agregado, com identificação de origem e sustentável, além de sabores exóticos. Isto abre a possibilidade para pequenos e médios produtores também exportarem ao país, uma vez que seus produtos apresentam características especiais e de menos impacto ambiental. Esse ano, além dos eventos em Toronto, a novidade foi levar a proposta para a cidade de Calgary, que segundo as nossas fontes oferece um cenário de cafés especiais muito ativo e ainda pouco explorado pelos brasileiros”, comenta Paulo.

Sobre os compradores, o diretor afirma que foram perfis distintos e que muitos já conhecem o café brasileiro, no entanto, ainda não sabem o potencial de sabores, aromas e complexidade que os grãos brasileiros oferecem. Carolina Meirelles, CEO do Café Fazenda Floresta, enxerga o mercado canadense como promissor: “o público valoriza cafés especiais e há uma grande oportunidade de expandir as exportações”.  

Ela acredita que mesmo com a safra um pouco mais baixa este ano, existe estoque de café disponível para comercialização. “O volume é suficiente para atender a demanda do Canadá”, completa.

A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) foi fundada em 1973, e tem por objetivo estimular, apoiar e expandir as relações de comércio e investimentos entre empresas privadas no Brasil e no Canadá, além de promover o intercâmbio cultural e tecnológico entre os dois países.


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