Canola ainda carece de competitividade
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Agronegócio

Canola ainda carece de competitividade

Cultura vai significar menos do que na safra de inverno passada no PR
Por:
Uma das apostas dos produtores das cidades da área de abrangência da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) nos últimos anos foi a canola, leguminosa que produz óleo de cozinha leve e pode ser usada na produção de biodiesel.

A esperança de que o grão fosse cada vez mais explorado na região aumentou quando a BSBios instalou uma unidade industrial em Marialva (a vinte quilômetros de Maringá) com a promessa de comprar 100% da produção de canola. Porém, a cultura não conseguiu ganhar espaço e nesta safra vai significar menos do que na safra de inverno passada.


O engenheiro agrônomo Marcelo Alexandre Detomasi foi um dos grandes incentivadores do plantio de canola. No ano passado, por meio de uma parceria entre a empresa dele, a Campos Verdes, e a BSBios, foram cultivados 240 hectares em Maringá, Atalaia, Ivatuba e Marialva.


Os preços da canola acompanham os da soja e os compradores chegam a pagar até R$ 10 acima da soja, a venda é garantida e a produtividade média foi em torno de 55 sacas por alqueire.

Segundo Detomasi, apesar do resultado, tudo indica que quem experimentou plantar canola votará para o milho, que no momento é mais vantajoso.

"Na safra passada fizemos o plantio muito tarde e acamos pegando geada", diz ele, que explica que a canola é muito mais resistente à geada do que o trigo e o milho, mas mesmo assim teve queda na produtividade. Outro problema apontado pelo técnico foi a dificuldade na hora de colher, porque o grão é novidade na região e produtor ainda não dominou as técnicas de colheita.


A indústria de biodiesel BSBios, com sede na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, é considerada a principal empresa a cultivar canola do Brasil. No ano passado, a indústria plantou 10 mil hectares do grão no Paraná.

Em 2012, a partir de parcerias com cooperativas e cerealistas, a expectativa é a de aumentar consideravelmente o fomento da cultura no Estado. Para isso, a empresa conta com a experiência empregada na unidade do Rio Grande do Sul, Estado onde a área cultivada com canola passa de 50 mil hectares.

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