Canola avança e estrutura mercado
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Agronegócio

Canola avança e estrutura mercado

Cultura deve render mais de 20 mil toneladas pela primeira vez
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Fonte de óleo comestível e biodiesel, cultura deve render mais de 20 mil toneladas pela primeira vez

A canola deu novo salto em área no Paraná e começa a consolidar mercado próprio, que envolve de fornecedores de insumos a indústrias de óleo. O tamanho das lavouras dobrou – de 6,33 mil (2009) para 12,84 mil hectares – e a produtividade tende a ser recorde – 1.670 quilos/ha. Os números são do Departamento de Economia Rural (Deral) e retratam a animação de quem vê o cultivo se expandir rapidamente.

“Cinco anos atrás praticamente não existia canola no Paraná. Lançamos a previsão de que chegaríamos a 15 mil toneladas. Neste ano, vai passar disso com certeza”, afirma Sebastião Hol­­landini, da empresa de assistência técnica e recepção de canola AG Teixeira, de Candói (Centro). Agora, ele não estabece novo li­­mite. Diz que a demanda da in­­dústria alimentícia e das usinas de biodiesel deve continuar ampliando continuamente as lavouras.

A estimativa de safra do Deral vem sendo elevada mês a mês. A mais recente indica que a produção de canola deve render 21 mil toneladas. No ano passado, a previsão, que nesta época era de 13 mil toneladas, acabou sendo rebaixada para 7 mil no final da safra, pelos estragos da chuva – a produtividade foi de 1.160 quilos por hectare.

Com 2,8 mil hectares dedicados à cultura, o município de Candói é o que mais cultiva canola no Paraná. Vem se tornando um centro de recepção do produto e difusão de tecnologia. Os serviços de armazenagem e assistência técnica atraem produtores descontentes com o trigo e o milho safrinha. O município encaminha a produção para moagem na Insol e na Cocamar, ambas de Maringá (Noroeste). Depois vende o óleo para indústrias como a Bünge. Mais da metade da produção de canola do estado estaria seguindo esse fluxo.

Promessa rentável

A canola tinha apenas mil hectares cinco anos atrás no Paraná. A área cresceu 12 vezes devido à rentabilidade da cultura.

Alternativa

Em época de preços baixos no mercado interno, os produtores de canola arrecadam cerca de R$ 1,1 mil por hectare – R$ 50 a mais que os de milho safrinha.

Despesas

Com sementes importadas do Canadá, a canola tem custo abaixo de R$ 500 por hectare. A informação é de produtores que afirmam dispensar inseticidas ou herbicidas.

Rotação

O manejo simplificado é apontado como vantagem pelos agrônomos. Eles afirmam ainda que o milho de verão rende até 15% mais em áreas que recebem canola no inverno.

Venda

O preço da canola tem sido amarrado ao da soja em contratos feitos na época do plantio. A maioria dos produtores planta mais de 100 hectares e centraliza a comercialização.

Participação

O Paraná tem perto de 30% dos 40 mil hectares de canola do Brasil. Pouco mais da metade fica com o Rio Grande do Sul. A cultura ganha espaço também no Centro-Oeste.


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