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Canola ganha espaço e é tendência nas lavouras de inverno no RS

A expansão da canola em lavouras gaúchas também decorre de simplificações de manejo


Foto: Pixabay

As lavouras gaúchas de inverno estão ganhando uma nova cor. Nos últimos quatro anos, a canola conquistou espaço nas áreas cultivadas do Rio Grande do Sul, passando de 56 mil hectares, em 2022, para 353 mil hectares em 2026, segundo dados da Emater/RS. O crescimento de 530% é resultado de um cenário de estímulo à oleaginosa e de complementaridade ao trigo na agenda de inverno, mudança que já deixa mais rentabilidade e dividendos no campo. Adaptada às condições climáticas e de solo do Rio Grande do Sul, a canola rende, em média, 30 sacas/hectare (1.800kg), ganho de mais de R$ 2.000/hectare sem contar custos fixos. O resultado chega a ser três vezes superior ao obtido com o cereal, e a expectativa é que a área plantada tenha expansão de mais 50% já na próxima safra.  

O movimento de expansão deve ganhar ainda mais força nas próximas safras, o que se confirma pelo crescente interesse por pesquisas e aperfeiçoamento técnico no campo. Foi o que se verificou no Vip Tour de Canola 2026, evento itinerante que terá suas últimas rodadas em Tupanciretã (RS), no dia 1º de outubro, e em Ibirubá (RS), no dia 2. Com um saldo de 500 quilômetros rodados, 50 horas de cursos técnicos e mais de 400 produtores impactados no Rio Grande do Sul, o circuito anual busca exatamente apresentar a canola como uma alternativa lucrativa para as áreas agrícolas gaúchas no inverno. “Mais do que levar informação ao produtor rural, o circuito confirma o interesse por esta nova alternativa produtiva e as oportunidades de um mercado aquecido para quem está disposto a inovar”, pontuou Rômulo Bremm, COO da Agrofel, empresa que, desde 2023, trabalha no fomento à canola no Rio Grande do Sul.

Promovido pela Agrofel em parceria com a Nufarm, o Vip Tour da Canola já passou por Bagé, Arroio Grande, Rio Pardo, Campo Novo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Capão do Cipó, São Gabriel e Augusto Pestana. Além de conferir as áreas de cultivo, os participantes puderam acompanhar mais de 15 palestras com especialistas que abordaram desde as técnicas de cultivo até colheita e processamento das diferentes cultivares. “A cada ano, fico mais satisfeito com o desempenho do evento e com os resultados que ele traz aos produtores que participam. Sempre buscamos melhorias e inovação e isso traz resultados práticos de resultado no campo”. Segundo ele, é crescente o interesse dos produtores gaúchos pelo cultivo da canola.  “O produtor vem se animando muito e nos trazendo resultados superiores a cada ano”, frisou Lucas Menezes, responsável pelo Desenvolvimento Comercial da Nufarm. 

A expansão da canola em lavouras gaúchas também decorre de simplificações de manejo para quem opera em sistema de rotação de cultivo com as lavouras de verão. Sua colheita ocorre geralmente até outubro, o que agiliza o preparo do solo para a soja. Os ganhos também vêm em qualidade de solo, uma vez que a canola cobre as áreas durante o inverno, ajuda a cortar o ciclo das tradicionais pragas da soja e deixa matéria orgânica para produção de palhada para cultivo em plantio direto.

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