Caramuru constrói fábrica de óleo de soja em Goiás
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Agronegócio

Caramuru constrói fábrica de óleo de soja em Goiás

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A brasileira Caramuru vai construir nova unidade de processamento de soja no município de Ipamiris, em Goiás, estado onde a empresa já possui outras duas fábricas. O investimento previsto para o projeto é de R$ 50 milhões e o início das obras ainda depende de aprovação do conselho da Caramuru, que aguarda pela conclusão de um estudo de viabilidade econômica. "Estamos terminando o estudo para apresentar para aprovação do conselho", afirma César Borges de Sousa, vice-presidente da empresa.

Com a construção da nova unidade de processamento de soja, a empresa pretende ampliar em 50% sua capacidade de processamento do grão. Segundo Sousa, a capacidade instalada da empresa atualmente é de 4 mil toneladas de soja por dia, trabalhando 330 dias por ano. Tal trabalho totaliza uma capacidade de 1,32 milhão de toneladas por ano.

A justificativa para o investimento em Goiás, segundo o executivo, se dá principalmente pelo aumento da produção de soja no Meio-Oeste brasileiro. "Existe uma tendência na região de que as pastagens passem a ser utilizadas para a agricultura, com grande espaço para a soja", afirma Sousa.

A estratégia da empresa é exportar a produção da nova unidade pelo porto de Tubarão, no Espírito Santo. "Há alguns anos, ampliamos nossa capacidade de armazenagem, o que permitiu o aumento da produção", afirma Borges.

O executivo acredita que a euforia pelo plantio de soja no Brasil deva permanecer por mais alguns anos. "Acredito que os produtores poderão ter bons resultados com soja por mais dez anos. Já estamos incomodando os Estados Unidos, que já estão com sua capacidade produtiva saturada. Além disso, lá (nos Estados Unidos) se planta e espera o cheque do governo chegar, muito diferente do que acontece aqui", afirma Sousa.

Para este ano a Caramuru espera ter um aumento em seu faturamento da ordem de 40%. No ano passado a empresa registrou uma receita de R$ 1,2 bilhão, enquanto a expectativa para 2003 é de R$ 1,7 bilhão. Atualmente, a Caramuru está entre as cinco primeiras empresas de processamento de soja no Brasil, atrás das multinacionais Bunge, Cargill, ADM e Coimbra. "Podemos dizer que somos a maior empresa brasileira no processamento de soja do País."

Parte do crescimento esperado para este ano deverá vir da entrada de alguns produtos da empresa nos mercados da região Sudeste. Entre as cinco principais marcas do Centro-Oeste e Nordeste, a estratégia da Caramuru, com a marca Sinhá, é se consolidar principalmente em São Paulo.

"Já tentamos entrar nesse mercado, mas não conseguimos. Depois de ter registrado um bom desempenho nas outras regiões do País, aprendemos muito e desta vez viemos para ficar", afirma.

Segundo o executivo, a marca possui mais de 20 anos e só agora estará no mercado paulista. "Já atuávamos aqui, mas não com nossa marca, apenas com marcas próprias de supermercados", afirma Sousa. A expectativa da Caramuru é que em um prazo de cinco anos a marca detenha entre 5% e 6% de participação do mercado de São Paulo. "Esse percentual é o que já temos na média nacional. Se conseguirmos atingir isso em São Paulo está muito bom", diz.

Segundo ele, além da entrada no principal mercado do País, outro fator que irá impulsionar o crescimento no faturamento da empresa será o preço da soja. "Houve um aumento nos preços internacionais e isso também contribuirá para o aumento de nosso faturamento este ano", diz.


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