Carne de frango: produção e oferta interna em fevereiro
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Carne de frango: produção e oferta interna em fevereiro

APINCO estimou que em fevereiro passado foram produzidas 1,083 milhão de toneladas de carne de frango
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Baseada na produção anterior de pintos de corte e já com novos parâmetros de produtividade dos frangos criados, a APINCO estimou que em fevereiro passado foram produzidas 1,083 milhão de toneladas de carne de frango. O volume apontado significou aumento de 1,43% sobre o mesmo mês do ano passado (perto de 1,068 milhão/t em fevereiro de 2017) e redução de 7,17% sobre o mês anterior (mais de 1,166 milhão/t) em janeiro de 2018.

Notar, porém, que fevereiro é mês mais curto, com três dias a menos que janeiro. E isso, considerado, a produção efetiva do segundo mês do ano foi quase 3% maior que a de janeiro/18. Ainda assim, o volume total produzido no primeiro bimestre de 2018 recuou mais de 1% em relação ao mesmo período de 2017, situação que deveria proporcionar maior estabilidade ao mercado interno, cujo consumo é visivelmente menor nos primeiros meses de todo novo ano.

Infelizmente, porém, a pequena queda registrada foi totalmente neutralizada por uma redução de quase 8% nas exportações de carne de frango. E o efeito disso foi, em vez de uma redução, um aumento próximo de 1,5% na oferta interna do produto. Em momento de consumo recessivo.

É verdade, aqui, que a oferta interna de fevereiro registrou recuou de 7,68% em relação a janeiro. Mas isso se restringe ao volume nominal, porquanto, com o mês mais curto, a oferta real na verdade aumentou, apresentando incremento de mais de 2%. Em momento – repetindo - de consumo recessivo.

Além disso, analisando-se a evolução da oferta interna sob o aspecto bimestral, constata-se que o volume acumulado no primeiro bimestre de 2018 foi o mais elevado dos últimos sete bimestres (isto é, desde janeiro de 2017 até fevereiro de 2018), superando até mesmo o que foi ofertado no bimestre novembro-dezembro de 2017, teoricamente o de maior consumo do ano. Em momento – repetindo mais uma vez – de consumo recessivo.

O resultado só podia ser esse que todos estamos vendo aí. 


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