Agronegócio

Carta de Campinas é o legado do Fórum Nacional de Agronegócios

Em pauta os “nós” do agronegócio brasileiro
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O Fórum Nacional de Agronegócios deixou um legado para o segmento, responsável por impulsionar o crescimento de 1,5% do PIB nacional em 2013. Após um ciclo de debates realizado durante o último sábado (21), a Carta de Campinas foi elaborada com sugestões para que se desfaçam os nós discutidos durante a estratégica reunião de líderes empresariais e especialistas do setor. O documento, que foi entregue aos participantes do evento, será encaminhado a ministros, senadores e demais autoridades do Governo Federal.

 
Cinco painéis colocaram em pauta os “nós” do agronegócio brasileiro: “O nó do agro sustentável, “O nó do comércio mundial”, “O nó dos Insumos”, “O nó da agenda legislativa” e “O nó da comunicação”. No documento final, destaca-se a união de esforços entre o setor privado e os poderes Executivo e Legislativo para superação de relevantes entraves para o desenvolvimento do setor.

A conclusão, no que diz respeito à sustentabilidade, enfatiza a administração de riscos de natureza diversa, o conhecimento profundo dos biomas e a implantação do monitoramento do Programa de Agricultura de Baixo Carbono – ABC, assim como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), garantindo renda para os produtores rurais em prol ao papel que exercem pela preservação. No âmbito do comércio internacional, é necessário repensar a estratégia da política externa comercial brasileira, a celebração de acordos bilaterais, além da adoção de uma posição de defesa política do MERCOSUL e fortalecimento do papel de coordenação de organismos como o G-20.

 
Já para o setor de insumos, é importante rever o tempo de demora dos órgãos públicos para o registro de novas moléculas, uma vez que a agricultura no Brasil é totalmente tropical, com uso intensivo do solo. O setor de sementes necessita de mecanismos mais adequados para a cobrança de royalties por eventos biotecnológicos. É preciso, ainda, uma revisão tributária para a indústria de fertilizantes, para a redução de custos e a criação de incentivos positivos.
 
Ainda foram debatidos os entraves da agenda legislativa, que devem resolver a questão indígena, a terceirização de mão de obra rural e do trabalho degradante, a garantia de recursos não contingenciáveis para a defesa agropecuária e regras que disciplinem e permitam o investimento estrangeiro em terras agrícolas. Para os debatedores, o “nó” da comunicação do agronegócio só será resolvido quando as cadeias produtivas estiverem organizadas para fazer um diálogo proativo, elevando os níveis de informação para a população urbana.

 
O encontro foi promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria Jr., e pelo LIDE Agronegócios, liderado por Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e Coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, e contou 300 líderes empresariais e especialistas da área.
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